Não sou romano se estou só em Roma,
Trago em meu peito o amor ao Império,
Com meu respeito, procuro o mistério,
O sou em glória, em vontade e em honra.
Conto a história do Império que nasce
Da terra que cresce do sangue do Império:
No berço de gêmeos a semente
Nas águas de Vênus
Flutuavam não menos
Que os amos de um império potente
Perdidos à margem da Terra
Sós na natureza
Imbuídos de pureza
Acolhidos pelo seio de uma fera
Loba de longos caninos
Cravou dentes na história
Levou filhos à glória
Inspirou novos hinos
Rômulo e Remo sob lupinos auspícios
Unidos e em contraparte
Filhos do pai Marte
Ergueram em Palatino os edíficios
Um futuro império do mundo
Com homens de moral
Com Uno Ideal
Um novo elo do mundo
Deixo uma língua ao futuro distante,
A inspiração de poetas e músicos,
P’ra eternizar os momentos de júbilos,
Impulsionar os guerreiros e amantes.
P’ra tornar imortal, fugaz instante
Que começamos a erguer nossos muros.

Enila Freitas e Igor Alcântara
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