Purificação

Extirpar o que não une e jamais pertence
Não ceder à indiferença, ausência atroz
Seguir como quem sabe, vê, pressente
O fado puro, reluzente e veloz

Vencer, limar a aresta pontiaguda
Sublimar com altivez a intensa dor
Lapidar a pedra, até a mais bruta
No labirinto do próprio interior

Não cultivar ódios, torpes rancores
Plantar nobres virtudes com bravura
Caminhando longe ou em arredores

Forjar o amor puro vindo das alturas.
Ver profundo a vida, em plena certeza:
Tudo reflete a Divina Beleza!

Marluce Claudia
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