Algo perturba meu sono,
Não adormeço como outrora.
Um Visitante inesperado
Bate à porta. Insiste e
Não vai embora…

No ocaso do dia, surge.
Por vezes, encontra
Um portal cerrado.
Não leva em conta.
Invade o recinto
Preenche o espaço.

Quando o infindável negrume
Se instala,
Ele me mantém em vigília.
No mais breve cair de pálpebras,
Ofusca-me com o brilho que irradia,
Desperta-me para a Vida.

Com ébana túnica,
Tocha em pleno fulgor
Percorre o monastério
Chamado Alma.
Ilumina o Claustro e
Alcança a Abadia Sagrada.

Assim, o Sonho,
Acena para mim,
Anda ao meu lado
E me oferece,
Em troca de soníferas ilusões,
O mais incrível Despertar.

Marluce Claudia
Nova Acrópole – Guará

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