Quando um anjo sopra
Dou força ao planar da pena.
O salto, a semente alada….
A viagem da folha na aragem,
A dança, leveza serena

Sob o vento calmo,
Vejo a folha, antes vegetal,
Que, igual a uma grande gaivota,
Já plana, e, qual a mão humana,
Acena um suave sinal.

Pelo vento vão,
eu movo o gigante moinho.
revolvo os campos e os ninhos,
reavivo a raiz e o grão…
E o movimento é o mensageiro
da vida, em seu pulsar intenso e inteiro

Pelo vento forte,
o mar se molda em ondas, grande porte,
as folhas dançam em redemoinho.
Baila o fogo, labareda ao vento,
revoltos, brincam ocultos elementos.

Quando em brisa mansa
toco tua face docemente,
E lentamente a rede se balança,
capturo pensamentos puros,
lembranças leves em minha mente…
Mas isso somente
quando um anjo sopra.

Gilvana – Nova Acrópole – Goiânia

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