J.W. Waterhouse

Não são os mortos os que, em doce calma,

a paz desfrutam, desde a tumba fria;

mortos são os que têm morta a alma

e ainda vivem, todavia!

 

Não são os mortos, não, os que recebem

Raios de luz em seus despojos tortos…

Os que morrem com honra são os vivos,

Os que vivem sem honra são os mortos.

 

A vida não é a vida que vivemos…

A vida é estar na honra absortos.

Por isso, há mortos que no mundo vivem,

E homens que vivem, neste mundo, mortos…

MUNOZ FEIJOO, Antonio. Poesias. <Bogota>: Eds. de la Revista Ximenez de Quesada, 1974. 173 p.

Tradução de Lúcia Helena Galvão Maya

Dizem  que o poeta, colombiano, escreveu esta poesia com 17 ou 18 anos de idade. Morreu aos 39 anos.

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