William Ernest Henley
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Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado-a-lado
Eu agradeço aos deuses que existem
Por minha alma indomável
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Nas garras cruéis da circunstância
Eu não tremo ou me desespero
Sob os duros golpes do destino
Minha cabeça sangra, mas não se curva
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Além deste lugar de raiva e pranto
Paira somente o horror da sombra
E, ainda assim, a ameaça do tempo
Vai me encontrar e há de achar-me, destemido
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Não importa quão estreito é o portão,
Não importa o tamanho do castigo.
Eu sou o dono do meu destino.
Eu sou o capitão da minha alma.
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William Ernest Henley
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Invictus é um poema vitoriano do poeta, crítico e editor inglês William Ernest Henley (1849-1903). Ele foi escrito em 1875 e publicado pela primeira vez em 1888.
Nelson Mandela citou-o como fonte de inspiração durante seu tempo na prisão.

Na idade de 12 anos, Henley foi vítima de tuberculose do osso. Poucos anos depois, a doença evoluiu para o pé, e os médicos anunciaram que a única maneira de salvar a sua vida era amputar diretamente abaixo do joelho. Ele foi amputado quando tinha 16 anos. Trabalhou para sustentar a mãe e os irmãos após a morte de seu pai e perdeu sua única filha, de 06 anos, vítima de meningite.

Em 1875, ele escreveu o poema “Invictus” de uma cama de hospital. Apesar de sua deficiência, ele sobreviveu com um pé intacto e levou uma vida ativa até a sua morte aos 53 anos de idade.

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