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Nesta edição, o Acrópole Poética traz dicas práticas de como escrever poesia. São exercícios de escrita e reflexão elaborados pela Professora Lúcia Helena Galvão* e alunos voluntários da Organização Filosófica Internacional Nova Acrópole*.

 

 “A poesia é como uma bailarina que toca o chão da realidade, e em seguida levanta vôo e vai para o ar dos arquétipos” Lúcia Helena Galvão.

O QUE É POEMA:

É a forma que passa a mensagem.

Nosso objetivo é captar a poesia e transformá-la em poema.

 

DICAS:

–  ter em mente, de forma bem clara, a mensagem que pretende transmitir em um poema. Hoje, isso é tido como absurdo, pois um poema não diz nada, em geral. Mas os poemas clássicos sempre tinham algo a dizer; é como se fôssemos para a vida procurando desvendar algum mistério, gerar alguma reflexão, para ter o que comunicar, no poema. É a “gota sagrada” que extraímos da nossa experiência, para comunicar à humanidade.

–  Um pouco mais de musicalidade na forma: algumas aliterações estrategicamente colocadas, alguns jogos de palavras que criem imagens inusitadas e belas. A poesia eterniza a mensagem através da beleza; um pouco mais de adorno realçaria sua ideias; isso implica em paciência com seu trabalho: quando der por terminado um poema, olhe para ele todos os dias, por um mês, por exemplo, e  vá encontrando soluções e melhorando-o; dá trabalho, mas toda a boa arte custa esforço. 

–  Não se deixe arrastar pela forma moderna de fazer poesia: siga seu senso, e não a voz da crítica moderna.

 

– Escreva poesia ouvindo uma música, parece que a poesia já está dentro da própria  música.

– Escreva pelo menos um verso por dia, tenha constância.

– Tenha um lugar para escrever, longe de interrupções, com outras poesias para inspirar, um caderninho próprio para escrever.

– Lembrar: organização no físico, organização no astral e no mental. É importante fazer disso um ritual, para que assim comece a evocar as musas.

 

Ritmo: tudo que tem vida precisa de um corpo, de um ritmo, de constância, eterno retorno, musicalidade, melodia. As sílabas tônicas ditam o ritmo da poesia.

Rima: reforça o ritmo, mas é preciso que haja uma correspondência nos versos. É preciso surpreender o leitor com suas rimas.

– Rimas pobres: quando rimamos com palavras da mesma classe gramatical, como verbos no infinitivo, por exemplo, que são os clássicos.

– Rimas ricas: quando rimamos com palavras de classes gramaticais diferentes, porém muito próximas.

– Rima preciosa: quando rimamos com palavras de classes gramaticais muito diferentes.

 

 

Links*:

WWW.luciahga.blogspot.com

WWW.acropole.org.br

Imagem: “Writing Home” de Daniel Gerhartz

 

Agora é só se aventurar nos primeiros versos!

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