Os vossos corações conhecem em silêncio os segredos dos dias e das noites.

Mas os vossos ouvidos anseiam pelo som do conhecimento do vosso coração.

Vós sabeis por palavras aquilo que sempre soubestes em pensamento.

Tocais com a ponta dos dedos o corpo nu dos vossos sonhos.

E ainda bem que assim é.

A nascente oculta da vossa alma deve erguer-se e correr a murmurar para o mar, e o tesouro das vossas profundezas infinitas será revelado perante os vossos olhos.

Mas que não haja medidas para pesar o vosso tesouro desconhecido; e não procureis as profundezas do vosso conhecimento com limites.

Pois o ser em si não tem limites nem medidas.

Não digais “Encontrei a verdade”, mas antes “Encontrei uma verdade.”

Não digais “Encontrei o caminho para a alma”, mas antes “Encontrei a alma a seguir o meu caminho”.

Pois a alma percorre todos os caminhos.

A alma não percorre uma linha, nem cresce como um caniço.

A alma desvenda-se a si própria como um lótus de incontáveis pétalas.

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