Orientações Importantes_Concurso de Poesia Letras da Primavera 2015_3

Anualmente, a Nova Acrópole Brasil-N realiza entre membros e professores o Concurso de Poesia Letras da Primavera, o qual compõe a proposta da instituição de: Filosofia | Cultura | Voluntariado.

O Evento aconteceu na última segunda-feira (07), reunindo participantes de diversas cidades e estados brasileiros, resultando em uma manhã de muita inspiração e filosofia na Estrutura de Campo de Nova Acrópole Brasil-N.

E em meio à natureza, belíssimos versos foram declamados, fruto de Oficinas de Arte e Poesia das unidades de Nova Acrópole. Para conhecer a programação cultural da escola mais perto de você, visite: http://www.acropole.org.br

1º LUGAR

 

AS FLORES

 

Sinto o pulsar da vida em um botão

que espera a aurora da natureza para despertar.

Promessas de renascimento.

Aguarda, com total maestria e serenidade,

A hora certa de florir, o seu momento,

Sua verdade.

Percebo o cintilar das pétalas que se abrem

com uma inexplicável sutileza…

Como é amável o toque da natureza

que, qual maestro, afina as notas, até o final.

As flores exalam pureza

em perfume que as envolve,

qual elo, que enlaça até os pequenos seres alados…

pois  que retrata seu arquétipo, modelo

Bordado em Dharma sobre um manto estrelado…

Perfume e beleza, reunidos em harmonia

pela Lei da Unicidade,

Esculpem flores e espalham sua magia.

Assim, a alma, em inquietude inconsciente,

guarda, qual flor, o seu segredo

de uma beleza ainda não revelada.

E, como sempre, impulsionada

para buscar um curso ascendente,

e transbordar em cores, sem reserva ou medo.

Estende ao alto a graciosa antera,

gesto de gratidão ao Absoluto,

e oferece,  ao mundo que o espera,

o pólen que há de recriar o mundo.

Essa é a lição que a flor entrega, não em vão,

ao homem que entendeu a que veio

E atendeu ao chamado da vida.

Espalhando beleza em seu seio,

propagando energia, servida

em sua taça-coração, qual vinho

que perfuma e adorna os caminhos

onde marcha a humanidade.

Como tudo é cíclico, as flores

deixam seus corpos de matéria, ressecados,

e assim renascem, flores e homens, pois sua essência

é o aporte que entregam ao Sagrado.

Sua missão é de ser luz e de levar luz,

que flui e faz um corpo belo e perfumado,

na destemida e laboriosa missão da vida,

que abre flores e acorda homens com seu chamado.

Elaine Pessoa Guardiola

NOVA ACRÓPOLE SOBRADINHO-DF

***

2º LUGAR

ENCONTRO

 

Me dissestes que estavas sem rumo andando a esmo,

com saudade da totalidade de si mesmo

Que pasmo, misterioso diante da aurora,

saístes em busca da felicidade afora.

Amigo o que digo a você agora?

Põe os teus pés na estrada em que tu fores

Mesmo se encontrares espinhos e não flores

Espere da Esperança mil favores.

Sei que fui sombra de quem anda e nada alcança

Mas fui à luta depressa sem tardança

Alguém me disse: “Segue sem medo, sem temor, avança”

Era a voz que eu queria ouvir, a da Esperança.

Mas já cansado da longa jornada

Já nem podendo ver o fim da estrada

Ou rever o caminho que eu fizera

Ouvi: “Sou a Esperança meu amigo, espera…”

Então só posso te dizer caro amigo

Se inspire nesses Ipês amarelos e antigos

Vencedores da idade e árvores de magia

Ou seja como o Sol que o mundo inteiro alumia.

Enalteça tua alma como harpa peregrina

Que prende, arrebata, enleva e é divina

Harpa que toca mistérios e segredos

Só assim, se livrará desses teus secretos medos.

Wanda

NOVA ACRÓPOLE JARDIM AMÉRICA – GOIÂNIA/GO

 

***

3º LUGAR

O caminho            

 

Fantasia é delírio,

febre da mente insana,

prisioneira dos sentidos,

instintos e sensações.

Fantasia é carnaval,

bloco de sujo nas ruas,

a cantar com estridência,

buscando eco no chão.

Fantasia é mentira,

é a Maya enganadora,

bela máscara ridente

para envolver o aluno.

Discípulo não se ilude,

ri do riso mascarado,

vê a dor que há por trás,

desmascara o gargalhar.

Filosofia é caminho

para chegarmos ao Ser

e a buscar, indagadores,

alcançarmos o Nirvana.

O sábio vê o Real,

ilusão não o sacia

nem a tela virtual

o completa por inteiro.

Sofrimento e algemas

só retardam o progresso.

Unidade, plenitude

alcança a Alma desperta.

Então, ondas ilusórias

se quebrarão contra o cais

do indivíduo integral

a renascer qual a fênix.

Como budas, avatares

lograremos o silêncio

ao prescindir de palavras

vãs, jogadas ao vento.

Livres, então, do Sansara,

das amarras do volver,

soaremos em uníssono

com o inaudível Som.

Aglaia

NOVA ACRÓPOLE TAGUATINGA

 

 

DEMAIS POEMAS CLASSIFICADOS

(sem ordem de classificação)

A voz

De onde vem essa voz

Insistente em chamar

E mostrar

O que há em teu caminhar veloz

Tímida como o afago de uma brisa

Inquebrável como a vontade mais pura

Ela vem de algum lugar do âmago do teu ser, ó humana criatura!

Vem do longínquo cosmo sem fim

Encerrada em teu coração carmim

Dizer-te que é teu o poder, enfim

De fazê-la ecoar

E até o infinito ressoar

A voz que te guia no caminhar

E nos sagrados caminhos te faz encontrar

O inestimável tesouro do bem,

Do bem que em tudo há

Não ousais, pois, mudo ficar

Ante a tua nobre missão de Homem

Acalma tua mente

Ouve o som ausente

Doma os intrépidos corcéis do pensamento

E ouvirás do teu coração a voz do conhecimento

Brada, ó buscador, aos quatro ventos

Quão venturosa é a alma

Que se deixa guiar por essa Voz calma

E ao Espirito permite governar seus intentos

Hérica Maria de Lima

NOVA ACRÓPOLE FORTALEZA

***

O despertar

Ao amanhecer, no céu uma gama de cores.

O homem canta melodias sem temores.

Enaltece o movimento, que vai e vem.

Preludio da vida que sobrevém.

Do novo advento versa a primavera.

Tal artífice delineia sua inédita aquarela.

No meio dia, verão que continua.

Planta, colhe, tece. Pelos frutos agradece.

Ao entardecer, o outono discursa, o vento vai finalizando.

Guarda-se as ferramentas, o dia se encerrando.

No céu, colore-se novamente

Caminhando canta o homem clemente.

Ao escurecer, é o inverno, mistério que expede

O homem se recolhe, reflete, indagando se despede.

E eis que ouve:

“Não se angusties pelo término, o cinza que vês é a ilusão do apego.

Olhe no espelho, mas não como no lago estático que pensas ser a vida.

No entanto, que seu olhar seja veloz como as águas de um rio,

Que leva o tempo suficiente para conhecer e aprender.

Não se angusties pelo término, o cinza que vês é a ilusão do apego.

Ao ver no espelho não chores, pois tua imagem já és fumaça

Mas, tu que és consciência, deste ato é a essência.

E há um constante movimento de sobrelevar os mantos de brumas frente ao olhos

Assim, não renegues o véu que cobre tua cabeça, pois o mesmo te consagra

É do ato de levantá-lo que a vontade robustece e que as mãos se convertem.

O clamor da sua alma por amor é a ânsia do céu e da terra em se religar

Porem, para expandir é preciso entregar e no fluxo da existência mergulhar.”

E assim:

No infinito do seu Ser vê com maior clareza

O renascimento da sua natureza

Desta nau é o viajante

o novo amanhecer é pujante.

 

 

Késia Oliveira- Universitário

                                        NOVA ACRÓPOLE SETOR UNIVERSITÁRIO – GOIÂNIA/GO

 

***

Baile do Idealista

Dance com a vida, ouça a música que toca.

Cada valsa bailada, uma etapa superada.

Quando o baile termina, depois de dinâmica celestial,

Transforma-se o Todo em reflexo da Alma Imortal.

Tal como dançarino em sua arte de bailar,

Deve ser o Idealista em sua arte de mudar.

Ao mudar pensamentos, harmonia nos movimentos.

Na limpeza de sentimentos, justiça no caminhar.

Cada novo passo no baile magistral

É possibilidade singular, especial,

De um novo Homem, capaz de alcançar o Ideal.

Então, Idealista, anseia por dançar com a vida,

Professora mais digna não há. Com ela aprenderá,

sem pressa e sem pausa, a forjar-se Homem.

Renata Boato

NOVA ACRÓPOLE LAGO SUL-DF

***

 

 

EU E O MITO

 

 

Nunca fui de aventuras

nem dessas loucuras

de sair do que conheço.

Até fazer a descoberta

que como um sinal de alerta

me despertou.

Não sou um nome, nem um corpo

à deriva no oceano.

Sou ser humano.

Sou aquele no mito

que buscando, aflito,

enfim encontra direção.

Pois repare, toda história

temperada de glória

faz vibrar o coração.

E os povos de outrora

todos contam da aurora

da Sabedoria no breu.

Procurando com calma

sempre encontra-se a alma

que o símbolo vela.

E não só em contos

de fadas, de encantos,

a alma se abriga.

No cerne da vida,

em todos os cantos,

se mostra também:

Na flor que me inspira,

no sol quando brilha,

no mestre a guiar.

E tendo aprendido,

e buscado, e vivido,

pretendo ensinar:

A vida é uma saga;

A rotina, um monstro que traga

o herói que sou eu.

Raquel Mendes

NOVA ACRÓPOLE LAGO NORTE-DF

***

Onde se esconde a felicidade

Se se esconde em um pedaço de papel

Ou no rosa azul claro do céu

Se se esconde em várias faces

Ou no pratear da lua e suas fases

Se se esconde por trás dos olhos

Ou no branco claro dos orvalhos

É porque também está:

Na inocência de um sorriso

No som que floresce do narciso

No coração bondoso

No palavrar caridoso.

No gesto mais gentil

E em quem a Ele aceita ser servil.

Não procures muito longe

Não precisa virar monge

Quer a felicidade encontrar?

Troque as suas lentes

E se deixe, como borboleta, voar.

Kathleen Oliveira

NOVA ACRÓPOLE LAGO NORTE-DF

***

Filosofeutas

Um ponto de luz na curva da História

Triunventos na barca da Tradição

Guardam, os mnemônicos tratados do ancião

Trazem nas velas os estandartes da glória.

Eram os trópicos proféticos hermeneutas

Unos e fraternos homens bons

Aqueles que já foram… Adão Kadmon

Estes, agora se erguem, Filosofeutas.

Que venha o gelo, que venham os fogos,

Hecatombes de virtudes eles terão

Nada pode, os desviar do Logos.

Assim se é, assim serão…

Os sextos advindos dos eleitos

Aqueles que erguerão o Bastião.

 

Igor Alcântara

NOVA ACRÓPOLE LAGO NORTE-DF

 

***

Oração às justas palavras

Ao Senhor Supremo, peço apenas

a sabedoria das justas palavras,

Aquelas que não ferem, não machucam,

não dizem o que não quero dizer.

Capazes de aparar arestas, romper distâncias,

Discernir e compreender.

Dotadas de veraz inteligência,

feitas de escolhas certas, do agir preciso,

e do pensar com retidão e sobriedade,

caráter sólido e sonho que me invade,

virtude do homem que alimento e almejo ser.

Que as oscilações que trago, em minha voz,

não logrem desviar da meta as minhas palavras,

pois que o Espírito seja o Rei,

Alinhando os meus corpos na rota

que une aquilo que hoje sou e o que serei.

Que minha voz, em meio à tempestade,

reflita a autenticidade e a paz

Separando os ruídos do mundo

do Som que todo amor em mim seja capaz

Que a força que provém de mim, da minha essência,

Não lembre um vulcão em ímpeto e ruína,

mas se transforme em nobre mármore,

que, lapidado, na pressão, em resistência,

nasça, brilhante e fina joia-coração.

E, entre as brutas pedras das rotas da vida,

eu possa peneirar, discernir, garimpar.

Entre as rudezas deste corpo, a joia certa,

Labuta e perícia de quem busca o ouro,

e extrai tesouros, e os doa sem reservas.

Que o ardor do Fogo do meu coração

seja a tocha que ilumina o caminho,

abrindo vãos, cruzando vaus, quitando espinhos,

indo adiante, a salvo de toda ilusão.

E que exista coerência entre o que penso

e o que expresso, rumo ao justo, ao belo, ao bom.

Até estar lúcida a emoção, desperto o senso,

até estar visível a Luz, audível o Som.

Unir-me a Ti, eis o meu único destino,

Mas sei que longa ainda será esta jornada,

É por isso que insisto, aprendo e ensino,

buscando transformar todo atrito em luz

que possa me levar de volta à Unidade.

Caroline Pilz Pinnow –

NOVA ACRÓPOLE CUIABÁ

***

 

cnvivência comigo mesmo

A todo momento encontro comigo

Sozinho, acompanhado, dormindo ou acordado

As vezes me sinto abrigo, as vezes meu próprio inimigo

Esse encontro começa mesmo antes de acordar

meu inconsciente não me obedece

brotam sonhos que nem sempre quero sonhar

Ao acordar, quero viver, quero sair

Quem sabe um bom exercício matinal

Fico na cama, quem me comanda afinal?

Não sou regrado como gostaria

Faço hora, faltam horas, faço coisas, faltam coisas

assim passam os momentos do dia

Convivo com as pessoas, tolero muita gente

Quem sabe se eu convivesse comigo mesmo

Seria mais coerente

No final da noite me justifico

Me presenteio com descanso e paparicos

Ao dormir reconheço, ou saio desse ciclo ou fico

Penso nas escolhas

Avalio, friamente

As mudanças são como fagulhas

E é preciso aproveitar essa  consciência

Pois são rápidos os fogos

que nos chama ao sentido da existência

A batalha continua

A luta é diária

Da convivência comigo mesmo

Autora: Luana Bertollo

NOVA ACRÓPOLE SUDOESTE – BRASÍLIA/DF

  

***

Quando as folhas caírem,
Quando tu não mais sorrir,
Quando o inverno chegar,
Tome da natureza suas
lições …

E construa grande fonte
que pela vida será ponte
do que de cima desce e
Na bela vida floresce

Quando tua chama apagar,
Quando ao medo se apegar,
Quando o inverno chegar,
Deixe morrer somente o mal,
a ignorância …

E mantenha tua alma
revolvendo teu coração
em uma eterna primavera,
Como o Sol revolve a terra
Independente da estação

Kamirâ

NOVA ACRÓPOLE ÁGUAS CLARAS – DF

***

Ramsés

Com a força da vontade e do amor,

Podemos vencer os instintos,

Podemos também fortalecer virtudes,

Para sermos cada vez melhores.

Ao levantar o cálice e dele beber,

Procurar refletir sobre o Ser,

Ele é o sangue que é derramado,

Na guerra onde o kurava é derrotado.

Ser um herói de si mesmo,

Poder voar o mais alto,

E ainda ser capaz

De fazê-lo em um só salto.

Gostar sempre mais do povo,

Dos jovens, maduros e velhos,

Assim, podemos nascer de novo,

Discípulos, como um escaravelho.

Aquele que sempre busca a luz,

Nunca desiste de, ao cair, se levantar,

Mesmo depois de, na queda, se machucar,

Vai trilhar e marchar até o Ideal alcançar.

Sejamos como esse grande,

Generoso homem com os demais,

Lembrando-se de seus ancestrais,

Almejando servir e não invejar jamais!

Raquel Ilha-

NOVA ACRÓPOLE LAGO NORTE-DF

 

Tuas Flores

A ti sou grata, ó Primavera

Foste tu que me mostraste a doce harmonia da vida

Que me trouxeste doces sabores, doces alegrias

A ti sou grata, ó Primavera

A teus sons

A teus amores

A tuas cores

A ti sou grata, ó Primavera

Do Sol, tu és o brilho

Do pássaro, o canto

Da flor, o encanto

A ti sou grata, ó Primavera

Me deste dias esplêndidos

E Noites serenas

A ti sou grata, ó Primavera

Sei que terás de partir um dia

E quando este dia chegar, vai!

Virão dias difíceis, eu sei

Mas na noite mais escura

Quando já não posso mais ver o caminho

Fecharei meus olhos, olharei para o meu coração

E então seguirei em frente, sem medo

Pois nele, ó Primavera, guardarei tuas flores

Eleonora Alves

NOVA ACRÓPOLE CUIABÁ

 

 

 

 

 

 

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