concurso-de-poesia-primavera-2016-poetas-declamadores-e-participantes

Todos os anos, para celebrar a primavera e aproveitá-la como inspiração poética, a Nova Acrópole Brasil-Norte realiza entre seus membros o concurso “Letras da Primavera”, prestigiando o melhor da composição poética realizada em Oficinas de Poesia em diversas escolas de várias cidades.

Nesta edição, foram selecionados 16 poemas, dos quais foram condecorados 3 vencedores – considerando técnica, forma, mensagem, profundidade e harmonia. Tais requisitos são princípios da Poesia à Maneira Clássica, ou seja, a poesia como porta voz das mais profundas e belas reflexões humanas e não apenas formas e rimas vazias.

Para conhecer mais sobre o trabalho de cultivo da Arte em Nova Acrópole e participar de nossas atividades, procure a Sede mais perto de você em: http://www.acropole.org.br

 

***

1º LUGAR

 

NINHO DE AMOR

 

O vôo que parte, p´ra longe o leva,

Em cores o leva, em cinzas me deixa.

O vôo que parte, inteiro o leva, em partes me deixa.

 

Ah… difícil é deixar voar, desapegar…

Ninho vazio, sem mais abraço, fica sem ar…

 

Mas, de repente, felicidade!

No céu se faz, em vôo alado, em Luz radiante,

a curva ousada da Liberdade!

 

E do Amor, a força vem! E da Esperança, tudo renasce!

O Amor que eclode nada deseja, tudo liberta, tudo interage!

Ergue o que fica, livra o que parte, rompe o apego, traz liberdade!

 

Nobre missão poder gerar, poder guiar, poder doar.

Em tudo estar, sem desejar, p´ra libertar!

Como gaivotas, aos céus levar, e lá soltar filhos alados,

que não sabiam poder voar!

 

E o que solta em desapego, sereno fica.

No coração, plena Harmonia; na consciência, plasticidade.

Nós que se rompem, asas que batem;

Seres que sobem rumo à Verdade!

 

Nobre missão, saber soltar, desapegar!

Romper o laço, abrir o abraço, deixar voar!

 

Ninho de Amor, de Luz se enche

A cada partida, a cada chegada;

Em desapego, sabe ser porto de decolagem

E, sempre, porto de aterrisagem!

 

Filhos amados, movam suas asas,

Soltem seus laços, subam mais alto!

Q` outros os sigam rumo ao Mistério, rumo ao Portal,

Sublime vôo, em espiral.

Q`  Amor e Luz, plena Harmonia,

Abram o Caminho ao Ideal!

 

Maria de Fátima Alencar Fernandes D´Assunção

Nova Acrópole – Natal-RN

 

***

 

2º LUGAR

O Velho Harmonista

 

Já não ouço mais os cânticos da aurora.

Os canoros assovios do amanhecer.

Onde está minha orquestra agora?

O dilúculo me faz ensurdecer!

 

Já não vejo o brilho cristalino dos orvalhos,

O banho matutino das folhagens,

Foi-se a densa nébula dos carvalhos.

Só me restam faúlhas, poeiras e miragens.

 

Donde estás óh Musa? Eu perdi tua sintonia!

O meu coração não pulsa, reverbera a cizânia.

Tu és a minha Arte. És Toda e em cada parte.

 

És o cântico, persistente, entre a pedra e o rio.

O passo arrastado das velhas, ao entardecer.

O garoto, que ao se atrapalhar, também sorriu.

A tardívaga despedida, de um barco a esmorecer.

 

Em Ti, encontro a síntese, o contraste do agora.

O múltiplo se torna uno, se recria  por oposição.

Não há tempo, nem lugar. O dentro está lá fora.

Qual a ponte que me cabe, é pertencer à sua União.

 

Aqui estás óh Musa! Eis a minha Arte!

És meu coração que pulsa e se orquestra no Universo,

Encontrei-a Harmonia! Sou todo, e não mais parte.

 

Igor Alcântara

NOVA ACRÓPOLE – BRASÍLIA – LAGO NORTE

 

***

 

3º LUGAR

 

Das rosas

 

Vem… mas vem com calma,

Devagar…

Sinta no ar o aroma das pétalas,

Mas não ouse arrancá-las.

Entenda que rosas são livres,

Guarda seu perfume na alma.

Se a beleza te inebria!

Espera…

Tal qual a semente no invólucro da terra.

Não tenha pressa em tomar-lhe em mãos,

Acalma os ímpetos de beleza e perfeição,

Cative-a, sem aprisionar sua grandeza,

Cultive-a, respeitando sua natureza.

Observe…

As rosas têm caules longos,

E guardam espinhos em suas vestes,

Ao arrancá-las poderá ferir-se,

Ao machuca-las, poderá perdê-las.

Em frente a ela, dançam beija-flores e borboletas…

De forma afável beijam-lhe a face,

Pousam em suas pétalas, provam-lhe o néctar,

São suaves e gentis tal a rosa que os desperta.

Já vistes como se abrem ao sol?

Com tamanha intensidade e sutileza,

Como resistem as forças do vento,

E transformam fragilidade em fortaleza?

Despedaçadas ainda nutrem a vida,

Cumprem seu ciclo na terra,

E quando morrem deixam cair sementes,

Semeando futuras primaveras.

Ahh, as rosas…

quem dera pudesse eternizá-las…

Pudera jamais perdê-las…

Guardar seu perfume em frascos,

Capturar em palavras, a poesia contida em sua delicadeza.

Mas Deus em genialidade,

as fez perenes enquanto beleza,

para que em terra fizessem passagem,

mas florescessem eternas na alma de quem as contempla.

Caroline Pilz Pinnow

Nova Acrópole Cuiabá

 

 

———————————————————-

DEMAIS POEMAS CLASSIFICADOS

 

A alegria do Filósofo

 

Quem disse que o filósofo

 deve ser sisudo, mal humorado?

A alegria do reencontro com o ser

Permeia cada palavra e gesto seu.

 

Nem sempre será compreendido,

Pode ser mesmo que o tomem como louco, desarrazoado.

 

O que importa é seguir seu caminho,

Alegremente, a sorrir para todos,

S rir da vida e de seu karma

Que, afinal, ele mesmo criou.

 

Cantando, dançando ele segue

Entre figuras sem riso nem vida.

Pois a lida não é fácil, 

Mas ele pinta o arco-íres no chão!

 

Aglaia Souza

NOVA ACRÓPOLE – TAGUATINGA-DF

 

***

 

AMOR – Franklin Moreno

 

Arma pacífica que vence a guerra.

âmago vital que celebra o surgir.

Ponte que une e converge o porvir.

E gera a vontade de sempre servir.

 

Aurora do tempo

que na eternidade se encerra.

União que nada segrega, tudo espera.

Polaridade positiva

que vibra no ritmo da vida.

Da morte, recupera o nascer.

Solidária verdade

que nos motiva a crescer.

ânimo de justiça

que faculta o aprender.

 

Promessas de noivos, amantes e esposos:

De um amor humano,

amar-te até a morte.

Vem de nossos corações,

invade o nosso corpo,

alcança a nossa alma.

Refletindo bondade

que expõe a beleza,

traduzindo a justiça,

fidelidade e verdade.

 

Realidade para deuses, avatares e iniciados:

Do amor divino,

amor que vence a morte.

Ensinando a ser forte

Não depende da sorte.

É o filo que buscamos,

Sofia que já somos

Atravessando o Cosmos

Transcendendo Cronos

nos unindo ao uno.

 

Franklin Moreno

NOVA ACRÓPOLE LAGO NORTE – BRASÍLIA

 

***

 

A FALA DA ALMA

 

Hora de despertar.

Acordar, agora, não é mais suficiente.

Ao abrir teus olhos

Abra também a visão consciente,

Abra mão de tudo o que não te pertence.

 

Ao te levantares,

Erga também tua vontade,

Procura a parte mais elevada

Dentro da tua capacidade.

 

Quando te vestires

Pensa bem na vestimenta

Esta deve ser como reflexo

De beleza e harmonia interna

Que por externo se contempla.

 

Deseja que tuas palavras

Estejam sempre em harmonia

Conjunto de tom, síntese e poesia

Que faz das partes um belo “Todo”.
Agora vai, segue teu destino

Porém não deixes de enxergar

A real trilha, sutil e verdadeira

Que hoje se abre certeira

Quando te propões a caminhar.

 

Porque continuas a parar, confusa,

Nos primeiros tropeços de pedras pequenas?

Quando me escutas, não tens dúvidas,

 

Então segue! ainda que não me vejas.
E quando retornares

Pensa na tua vivência, calada.

Reflete, sobre tudo o que aprendeste,

Se em tuas ações a consciência puseste

Se fora proveitosa a caminhada.

 

Mas não te deitas, ainda

Posto que deves antes mirar as estrelas,

Nelas, identifica a tua própria

Saibas que é lá onde a jornada termina.

 

Agora vem.

Aquece teu frio corpo temporal

Na chama de minha pequena eternidade.

Esquece de vez tua mente e astral

Para banhar-te em silenciosa plenitude.

 

No silêncio de teu ser

Reina minha voz contundente

Contempla agora teu verdadeiro Eu

Que vive futuro, passado e presente

Sempre em seu total apogeu,

Da forma mais bela, puro como o alvorecer.

 

Pois, sou o tudo e sou o nada

Em mim encontrarás a única resposta.

Convém manter aberta esta porta,

Mesmo que apenas uma fresta

E verás, ainda que uma leve nuance

Tua essência imortal, ao teu pleno alcance.

 

Giulia Macêdo.

NOVA ACRÓPOLE – NATAL-RN

 

***

 

CONTEMPLAR

 

 

A pipa, na linha e o menino

Veem o azul tomar conta do Céu

A Vida da pipa está no carretel

Que o garoto libera com afinco

Ao contemplar com Ele Eu também brinco

Tendo mais Vida do qu’Eu imaginava

 

Árvores que perseguem o Céu

Folhas que se entregam ao vento

Os frutos que se fazem alimento

Chegam aos olhos em forma de Luz

Contemplando o que a Alma conduz

Se desfazem da face, os Véus

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tarde ao fim e o Sol no poente

O céu cor laranja, nuvens em brasa

Aves viajantes, silhuetas das asas

Batendo o impulso que leva adiante

No azul vejo a Lua em sua Minguante

Pois onde o Sol brilha ela também está presente

 

Contemplando a Nós mesmos, há um Universo

Tamanha potência vamos descobrir

A Vontade que a planta tem em florir

Em mesma medida há em Nós também

Vivendo a Ideia de se viver o Bem

A Vida acontece em forma de versos

 

JAMES MORAIS

NOVA ACRÓPOLE GOIÂNIA – SETOR UNIVERSITÁRIO

 

***

Da Primavera á flor de Lótus

 

Ela traz consigo

A beleza de um novo ciclo

Flores, sonhos e sorrisos

 

Clama por alimento á alma

E sussurra aos ouvidos

“Vá, transcenda aos teus sentidos!”

 

Como uma dama, com toda delicadeza

Relembra-nos quem somos

Com sua sutil beleza

 

Soprando a brisa da manhã

Convidando-nos a dançar

A harmoniosa dança…Se integrar!

 

E tudo do Céu à Terra

Vai fazendo parte

Do espírito, da alma, e da matéria

 

Onde as ilusórias partes

Por um instante são transformadas

Na perfeita Unidade

 

Então, da lama vai surgindo

Na superfície florindo,

Como o Lótus,  o novo discípulo!

 

Jennyfer Arantes Silveira

NOVA ACRÓPOLE RIO VERDE-GO

 

***

MESTRE

 

Mestre,
Se posso caminhar é pois
mostraste-me o chão,
Se posso abrir os olhos é
pois abriste meu coração,
Se posso eu amar é pois
em teu colo lavei o mal
e aprendi que nada me
destes só para mim, mas
para que dê a meus irmãos.
E mesmo que pareça que
brigam os gafanhotos e as
formigas , um oferece sua
Vida ao outro para ligar
o que está acima ao que
está abaixo, como ofereceste
tua Vida à meu coração.

 

Kamirã Barbosa

NOVA ACRÓPOLE ÁGUAS CLARAS-DF

 

***

Entre flores

 

Ainda há os leitores,

Aqueles que apenas sabem,

Que livros são lindas flores,

Flores que aos olhos ardem.

 

Ainda há os leitores,

Que têm imaginação,

Que são como pensadores,

De uma perdida razão.

 

Ainda há os leitores,

Os que lêem as almas,

Profundos conhecedores,

De amores e traumas.

 

O amor de amadores,

Os amores que não cabem,

Os amores que se perdem.

 

                                               Kauanna Ester

NOVA ACRÓPOLE LAGO NORTE-BRASÍLIA

 

***

 

À Vida

 

Vida, eis a beleza

Que ainda não podemos ver

Eis um presente divino

Que não conseguimos compreender

 

Teus caminhos às vezes

Podem parecer tenebrosos,

Mas são teus meios de nos fortalecer

 

Os planos que fazemos para ti

Não são os mesmos que fazes para nós

Ainda bem que é assim,

Pois sabes o melhor para mim

Mesmo que seja difícil de perceber

 

Todas as tempestades

Que nos fazes passar

São pretextos

Para um reflorescimento

Cada vez mais belo

 

E diante desse teu mistério,

O que nos cabe é manter a cabeça erguida

E aprender contigo,

Oh! Grande e sábia, vida.

 

Letícia Estevam

NOVA ACRÓPOLE João Pessoa
 

***

Awen

 

Queria a felicidade,

que não restasse só saudade.

Queria a sensibilidade dos Elfos,

ou a sabedoria dos Delfos!

 

Queria a conexão das dríades,

a perfeição da tríade,

a benevolência dos sábios,

que tornaria mais doce nossos lábios!

 

Queria o amor,

o suave aroma,

de um mundo sem dor!

 

Leticia Franco

NOVA ACRÓPOLE CUIABÁ

 

***

 

PARA CHAMAR A MUSA

Há de querê-la , precisá-la.
Não para propósitos triviais,
pois sendo divina não se presta a tolices,
e o mundo já possui imitações demais.

Cumpre chamá-la como quem necessita de uma chama no coração.

E quando ela vier, flauta imperfeita que és,
captarás da ventania apenas um sopro,
e transmitirás aos outros apenas um hálito.
Como o ar que porta um presságio de chuva.

Mesmo assim te cabe transmitir,
ainda que impuro, ainda que pequeno e fraco,
este sopro que escutaste.

Pois nestes tempos de frio e neblina, de algazarras e quimeras,
os espíritos suplicam aos sussurros, e não sabemos onde pôr os pés.

Nesses tempos de miopia, te cumpre caminhar de mãos dadas
e compartilhar qualquer alento que facilite a jornada.

Porque não é tua a vontade que chama,
não é tua a voz que vibra,
não é tua a mão que segura.

Chamei porque precisava, e ela veio.
Quem dera eu ter tido ouvidos prontos e mãos ágeis
para capturar-lhe o farfalhar do vestido.

É sempre assim, responde, mas da memória se evanesce rápido.
Não é daqui,
e em um segundo só lhe vejo as pegadas,
e um hálito de vela no ar.

Precisei, e ela veio.
Há poucos que me falam do que preciso,
mas de seu cântaro não pude beber senão por um instante.

Mas ah! Como tenho sede!
E por isso a chamarei de novo, e de novo,
até que possa saciar uma sede que não seja mais minha.

 

Maria Clara Duarte

NOVA ACRÓPOLE ÁGUAR CLARAS-DF

 

***

Cânticos

 

Vem ao meu encontro

Que há muito te aguardo.

Nesse corpo que arrasto,

Que apenas ocupa espaço.

Conto os minutos que faltam

Para embarcar nessa viagem.

Comigo quase nada levarei,

Somente as experiências,

Aprendizados que desembocam

No rio da evolução.

Que meu corpo descanse

Até que outro me seja dado

Pois quem pensa que a vida

Se resume em carne

Desde já percebe estar enganado.

 

Matheus Breno

NOVA ACRÓPOLE NATAL-RN

 

***

OCASO PARTICULAR DO SOL

 

Todos os dias

O Sol vai nascer.

São lácteas as suas vias,

Já viu algum planeta ele esquecer?

 

Ninguém dá parabéns por ele nascer direito:

“Nossa, Sol, como você nasceu bem esta manhã!”

Ninguém reclama por ele ter defeito:

“Por favor, Sol, faça melhor amanhã…”

 

Ele apenas nasce,

Não importa a circunstância,

Do horizonte sempre surgirá a sua face.

 

Não se deixa levar por opiniões,

Não afeta seu dever a ansiedade,

Para ele não há preguiça.

Infinitas são as suas motivações,

Grandiosa é a sua humildade,

Em seus frutos não há cobiça.

 

Seu glorioso dever não lhe sobe à cabeça,

Sua nobre posição não o faz arrogante.

Independente do que aconteça,

Desde você nascer, até que enfim envelheça,

Mesmo que o dever dele você não reconheça,

Ele o realizará sem que sua luz enfraqueça,

Nos acompanhará até que então anoiteça,

E seu brilho estará igualmente radiante.

 

Caso chegue um dia ao ocaso final,

Por acaso faríamos disso pouco caso?

Entraríamos em desespero existencial,

E só então nos daríamos conta

Que ele havia sido essencial.

 

Portanto, aprendamos com o Sol.

Dos perdidos viajantes, ele é o farol;

Dos seres que tem frio, ele é o lençol.

Façamos nosso dever sem queixas,

Dia após dia.

Não nos entristeçamos,

Façamos o que ele faria.

Vivamos, tendo em mente que:

Se no hemisfério sul é noite,

No hemistério norte é dia!

Cerimonializemos nossas existências:

Tornemos o nascer-do-Sol um nascer-do-Ser,

Convertamos o pôr-do-Sol em pôr-do-Ser.

Não esperemos que toda hora seja meio-dia,

Pelo contrário, esperemos dias inteiros,

Com baixos e altos, fracos e fortes,

Vidas e mortes.

 

Regozijo na alegria, aprendizado contudo.

Introspecção na tristeza, mas aprendizado também.

Ilumine quem for, ilumine tudo!

Sem nem prestar atenção a quem.

 

“O galo da campina ergue a poupa escarlate fora do ninho,

Seu límpido trinado anuncia a aproximação do dia.”

Ergamos a luz do Sol dentro de nós mesmos também,

De pouquinho em pouquinho.

Pois, quando menos esperarmos,

Estaremos em sua companhia.

 

Yuri Galli

Nova Acrópole Brasília- Asa Sul

 

***

 

Terra Mãe

 

Tão bela a Terra, cheia de pureza,

Traduz, em formas, plena harmonia.

Transbordo de suave euforia

ao contemplar seu seio de riqueza

 

Emana dela, qual progenitora,

sensível energia de bondade.

Do solo brota generosidade

e gera uma beleza inspiradora.

 

Minh’alma vibra ante ao esplendor

da vida que ergues como fosse um templo.

Me encanta tudo, e quanto mais contemplo

maior é a dimensão do meu amor.

 

O amor que eu ofereço é pequeno,

mas muda por completo o meu semblante,

e faz-me vislumbrar, por um instante,

quão belo ele seria fosse pleno.

 

Queria abraçar-lhe em doce afago.

Sentir, da Terra, o coração pulsar.

Perante o altar da Vida hei de orar

que aceite a oferenda que lhe trago.

 

  Raquel Mendes

NOVA ACRÓPOLE BRASÍLIA- LAGO NORTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios