sem-titulo-1A promoção da Arte em suas diversas formas de expressão já faz parte do currículo de atividades de Nova Acrópole Brasil-N. A Poesia é uma das expressões artísticas desenvolvida há vários anos na instituição; através de oficinas e concursos internos, alunos e professores podem redescobrir a Poesia à Maneira Clássica, aprendendo que uma mensagem profunda e forma harmônica são tão importantes quanto rimas e métricas.

Compartilhamos no Acrópole Poética os 3 poemas vencedores do Concurso de Poesia “A Vida”, ocorrido em outubro, juntamente com os outros 9 poemas selecionados entre um total de 98 poemas escritos.

Nesta edição especial e INÉDITA, publicaremos os 12 poemas selecionados em Espanhol, para que membros de Nova Acrópole em mais de 55 países possam também desfrutar dos belíssimos versos a seguir:

 

Para conhecer e participar de nossas atividades, visite a agenda cultural de nossas 30 sedes em: http://www.acropole.org.br

 

Concurso de Poesia

OINAB-N

Tema: “Vida!”

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POEMAS EM PORTUGUÊS:

1º LUGAR

A LÓGICA DA VIDA                                   

Sempre esperei muito da vida:

Que me desse uma pátria, um mar, um chão,

Que me desse pão, aconchego e ainda

Que me desse amigos, família, união.

 

O que almejar, depois disso atendido?

Que me desse aventuras, conquistas, prazer,

Que me desse riqueza e poder desmedido,

Que me desse isso tudo sem nunca sofrer.

 

Seria feliz, mas algo faltava.

Que me desse a palavra, a vez e a razão,

Que me desse o destino de quem já caminhava,

Que nunca negasse qualquer condição.

 

Seria demais se eu ainda pedisse

Que me desse um pouco de paz,

Que soprasse uma brisa capaz  

De animar os meus dias vazios?

 

Se as manhãs sempre trazem orvalho

Até à mais rara flor do deserto

É certo que em mim não seria o contrário.

 

Ali onde muito barulho fazia

Há um ponto de luz solitário…

Onde encontro silêncio, amor, poesia.

 

Que emana calor, preenche um abraço,

Dá cores aos gestos, transmuta a agonia

Que mata a sede e tira o cansaço.

 

Dirão que tal ponto não pode existir

Afronta as leis do tempo e do espaço

Não nasce, não morre, não dá para partir.

 

Dos sábios é ela a lição preferida:

Alegria serena do simples servir

Assim me ensinou um mestre da vida.

 

Os fatos e os mitos revelam sua face  

Expressam a verdade nela contida:

Dê tudo de si, abandone os disfarces.

 

Se isso eu fizesse, tão leve seria…

Se além dos desejos minha alma cantasse

Sublime canção, eterna harmonia.

 

Flávia Fernandes – Sede Nacional

 ***

O Coração encontra a Vida

No relógio mais uma badalada,

Visão de devaneio

Cruza o espaço vazio, distante.

Surges em manso passeio.

Um delicado inclinar, quase tardio 

E teus olhos alinham-se aos meus.

A gentil procissão segue adiante.

 

Vê, estou ardendo em quietude,

Vê, as fronteiras se desfazem,

Vê, as Horas dançam livres,

Ignoram o Tempo,

Os limites não me alcançam,

O vazio é plenitude,

O momento, eternidade.

 

A cruenta cor que carrego é tua,

Com ela tinjo as curvas do caminho, 

O mundo inteiro se anima.

Das charnecas medram flores,

Mas quando tu fores,

Ainda hei de brilhar?

Invoco, então, nosso encontro.

 

Conclamo teu nome:

Vida! Vida! Senhora dos Presentes.

Não estás ausente,

Levo-te aqui dentro, no centro.

Sou todo entregue, jamais inerte.

E por isso, pulso.

E por isso, vejo.

E por isso, sou.

 

Servir-te e nada mais,

Assim, estou em paz.

Marluce Claudia Leite Silva – Guará

***

3º LUGAR: 

A VIDA, O UM E O TRÊS

Quando a Aurora acorda a Terra
E os cabelos de Apolo esvoaçam
O céu e o mar dão bom dia
um ao outro e se abraçam

Nesse eterno e fugaz instante
Um acordo é celebrado
Urano se curva humilde
E Netuno se eleva encantado

Se alguém observa atento
Da janela ou de um mirante
Verá um casal perfeito
E seu filho, o Horizonte.

E enquanto reina a luz
Brilham o filho e seus pais
Sem cuidar que os raios que emitem
Não lhes pertencem jamais…

Pois Cronos, senhor do tempo
Mistério que desconcerta
Decreta que o dia termine
E ordena: “Nix, desperta !”

Da mesma janela que antes
Se viam três seres em festa
Agora uma negra cortina
Aos olhos é tudo que resta !

Mas se a Lua falasse aos homens
O que dentro de si já não cabe
E se os homens quisessem pra si
Tudo o que Selene sabe

Ela nos ensinaria esta milenar verdade:

“O três fundiu-se em si mesmo
O múltiplo agora é unidade
Amanhã a Vida prossegue
E o Um volta a ser Trindade.”

 

                                                       Alice Andrade – Filial Recife

 ***

 

VIDA, VIDA!   

Vida, querida Vida!

Tens várias faces,

Sinuosos caminhos,

Palavras inaudíveis,

Que, silenciosas, germinam.                         

 

Teu Poder é absorvível

Por geométricos canais,

Que emergem da adversidade…

Da convivência…

Chaves que abrem os portais,

Corpo das Leis, Tua Verdade,

Que vela pela Unidade

Na intimidade do coração,

Palácio da compreensão.

 

Vida!

A simplicidade,

Envergadura da tua Beleza,

Não esmorece na longa luta:

De libertar da fuligem,

A tua divina origem.

 

Nos  teus impulsos,

És soberana, realeza…

Teu único anseio:

Transcender a “forma”, o obscuro,

Com fluidez, sem rigidez,

Cadeia indômita da insensatez.

Vida, tu cantas a Vida!

E queres estar presente,

Momento a momento.

A tua Glória é fazer:

Do amargo, sorver o mel,

Da bondade, o teu advento,

Da alegria, o teu carrossel,

Do entusiasmo, o teu êxtase,

Do Amor, a tua magia,

No santuário secreto

De todo ser vivente.

 

Vida, Vida!

És Harmonia, és cristalina,

Joia rara da Consciência!

 

 Alinalde – Sede Nacional

 

 ***

Pequenos Sóis, Fonte de Vida

Somos a pura luz do amor, pequenos sóis

Mistério, que tudo harmoniza e ilumina.

Grandes mães, somos na tempestade faróis.

Firmes fortalezas, a magia que anima.

 

Somos uma porção do divino no mundo

Insígnias da unidade, em glória revelada.

Doces canções de címbalos do amor profundo

Fonte que engendra vida e não pede nada.

 

Somos o amanhecer, que convoca o eleito,

A renascer, exaurindo a escuridão.

Alimentamos a missão oculta no peito

Vivificamos a nossa ancestral canção.

 

Canção da vida que fala de identidade!

Faz brilhar os olhos e aquece o coração

Recordamos ao homem, sua oculta verdade.

A melodia sagrada que é a sua missão.

 

Ave, Logos Solar!  Origem da vida!

Mistério oculto. És beleza revelada!

Princípio sagrado, que a nós sempre convida:

A ser fogo divino em tão nobre jornada.

 

Ana Cássia Batista – Anápolis

 

 *** 

VIDA

Vida: te vi partir do corpo daqueles que eu amava!

E meu Amor não pôde te reter…

E os seus corpos, diante de mim, se transformaram

Em recipientes vazios…

Para onde os levaste?

 

Habitavas os corpos de pessoas tão queridas

E meus sentimentos, que, por eles,

eram os mais puros, Vida!

Tão verdadeiros…

 

Confiei em Ti, ó Vida!

Certa de que eras Eterna!

Enxergava tua Essência através dos Véus…

O Cálice ficava, já velho e entorpecido

Tu o tomaste emprestado para expressar a tua mensagem e teu sentido…

Eterna beleza

Nas plantas, nas pedras, nas flores,

Em tudo, na Natureza.

E, enfim, no homem, tua criação mais nobre!

Todos fazem parte desse cenário e, em algum momento,

Perdem a máscara que os recobre

E retornam ao mistério que os criou!

Nós homens, porém, somos eternos inconformados

Pois não sabemos o que permanece depois da capa que de nós tomaste…

Quanto contraste!

 

Vida, que tudo entrega aos seus filhos,

sinto poder agora assistir sem temor

 a tudo que me mostras e mostraste.

Me deste a fortaleza, me moldaste no fogo, em seu ardor!

Quanto contraste!

 

Assisti ao movimento da Vida que tanto desvela e gera

Ao habitar os corpos das criaturas que amava!

Mas, quando cessa a primavera,

Tuas criaturas divinas deixam seus casulos e se vão…

Tenho a profunda certeza que a despedida é temporária,

Pois, em teu fluxo, todos se encontrarão

No Infinito dos Céus,

Expressão mais concreta da existência de Deus!

Enfim, parafraseando a estrofe preferida:

“Vida, nada me deves!

Vida, estamos em Paz.”

 

Andrea Ilha – Asa Sul

 

***

 

Boas vindas à Vida

  Vem! Entra e senta! Fica à vontade!

Preenche-me com tua essência, com tua Verdade,

relembra-me daquela inocência,

entrega-me teu encanto…

Investe em cada metro e em cada canto,

vívido acento,

a cada passo e a cada momento,

suave e veraz sentimento.

Visita-me!

Passeia e explora!

Anda pelos sete lados!

Vê o que tenho, agora!

Incita-me à ação,

ao ritmo marcado,

equilibrado pelo coração…

Purifica-me a consciência!

E, já no ponto mais elevado,

Vem e derrama teu Amor e tua Chama,

Chega e, com  tua Visão, me ilumina,

Entra e tua força comigo compartilha!

Fica à vontade: sou tua filha!

Vem, Vida! Entra e toma posse deste espaço que, por ti, existe! Mas, antes de sair, garante

que tu jamais te afastes daqui!

 

 

Bia Ourives – Lago Sul

 

 ***

 

Buscando a Vida

O temor da morte levou-me a buscar-te entre sombras,
E desesperadamente, tentava reter-te com aflição.
Qual criança ingênua que segura a água das ondas
E impotente, a sente escorrer por entre a mão…
Mas, como aceitar que o Amor pudesse acabar?
Como não sofrer ao aproximar-se a escuridão,
Se tantos corações inocentes te vi abandonar?

Então, busquei-te entre a mais viva natureza.
Sorria a cada nascer do sol e chorava ao entardecer.
Pois aparecias no botão que se abre em cor e beleza,
Mas o deixavas, como a todos, para perecer…
Eras tão efêmera na pureza de um infante
A ser-lhe roubada pelos anos num instante,
Como um sol que mais forte brilhava antes de evanescer.

Ó Vida, por que ao desejar-te ávida, em uma prece constante,
Me enviavas o mais terrível e indesejado visitante?
O espírito da morte vinha sempre a roubar-me belos tesouros,
A arrancar-me máscaras e a rasgar os véus que tão diligente eu tecia,
Seu rastro queimando a terra qual impiedoso inverno.
Mas vendo tudo que me levava, certo dia,
Percebi que a morte jamais tocava o tesouro interno.

Desenrolava-se diante mim um profundo mistério,
Enquanto algo era levado, algo permanecia.
E, se a morte levava apenas o que não era etéreo,
Evidenciava-se em suas ações um nobre critério,
Talvez, sem que o soubesse, ela me aproximasse de Ti
Enquanto com suas mãos famintas, dos apegos me despia.
Entrevendo sua intenção sutil já não mais resisti.

Então, resignada, por fim, a morte abracei.
E, assustada, senti que as asas da vida também me envolviam…
Quando com mão trêmula seu manto escuro retirei,
Veio com a surpresa, a preciosa lição aprendida.
Sob o véu da morte, estava a face radiante da Vida.
E como singela borboleta ergui-me, mais alta e mais forte,
Transmutada pela vida, ao abraçar a morte.

 

Luciana Mariz – João Pessoa

 

***

Magistras Vita

 

Vida, que esperas de mim?

 

És a quimera das perguntas que não alcanço,

Mapa de estradas pelas quase sempre me perco.

És o nó górdio que me ata em teu laço,

Flecha constante onde sou débil e não avanço.

 

Vida, que esperas de mim?

 

Um olhar vago pela dúvida que assola,

Um passo torpe para o abismo que me espera?

Um desespero ante a pressão que me degola,

Cair em pranto mudo ou em prece que libera?

 

Vida, que me pedes?

 

Não tenho nada, e o que tenho, se dissolve,

palco de areia: ora me apoia,  ora me engana.

Plateia ilusória, aplaude o que não danço,

Máscara frágil, que não alcança ser humana…

 

Vida, que me pedes?

 

Pouco me resta após a queda e a tempestade,

Uma migalha, talvez, de um sonho distante,

que, do acaso, fugiu por eternidades…

Um grão por trás de um véu fugaz e agonizante.

 

Vida, que me ensinas?

Talvez a mais ignorante aprendiz,

Em minhas mãos, a mesma prova se repete

Errando por plantios e colheitas tristes,

Nenhum ensinamento a salvar do Letes.

 

Vida, o que me ensinas?

 

Se és Magistras a me conduzir…

Intuo-te saga e, tantas vezes, és só sina.. És tu

Astrolábio para distâncias das estrelas dirimir?

Mas é imenso o espaço para o olho nu.

 

Vida, para onde me levas? 

 

Em teu alforje ígneo, eu sigo.

Do caminho, vejo apenas um vislumbre,

Do destino, vejo uma luz remota.

Mas tua rota e tua voz caminham comigo. 

 

Vida, para onde me levas? 

 

Qual porto aguarda, vês se já estamos chegando?

Sei que tu levas o meu coração aonde a minha veia e a minha visão não alcançou. 

Não sei se em ondas ou em pedras vou passando,

Nem sei até quando,

Mas já percebo: a jornada começou. 

 

Mariana Cerveira  – Teresina

 

***

Elogio à Vida

 

Suave indiferença,

Despertar para o presente,

Ressuscitar a cada dia

 

Flor de Ouro, 

Caminho Perfeito

Por que resistimos? 

Nos detemos ante seu brilho?

 

Medo da dor?

O que dizer desta que agora

Prisioneira dos efeitos, 

 Já nos habita, cravada no peito?

 

Oh mente, lança tuas velas 

Naveguemos no azul, ao vento, 

Rompe o cárcere, as celas

Encontra em si teu alento!

Permita que o desejo,

incauto, que criastes,  

Doe sua potência à liberdade,

De quem sentes saudade

 

Deixa que flua, a vida avança,

do universo, é a dança

a tudo move, consciente

desde o centro, sem mover-se

 

O sol, por amor, a sintetiza

Entrega-se, para arder como canal

Janela do espírito, a todos fita

Recita teu canto imortal

 

Eterno convite para despertar

Ouvir o sagrado que somos

A voz, para além do bramir,

O sopro da lei em silêncio

 

 

Potência ígnea, serpente

Do fogo, semente

Agente, da grande arte!

De converter em Um o que jaz na parte!

 

Elevo-me, desde o  pequeno eu, 

e só assim te escuto, no sagrado agora!

Pois só no límpido branco, o mistério tinge

As cores da aurora!

 

E assim se revela, natural

No sublime matiz do contraste, 

algo da verdade, desde o mar, recordação antiga, 

Desperta-te para  o que és! 

Sublime gota, da Vida indivisa!

 

 Rafaela Serôa da Motta

Nova Acrópole Brasília – Lago Norte

*** 

 

Alma Lavada

 As chuvas que acariciam o pasto

trazem consigo nova vida, e plena.

Limpam do ar o vento cálido e gasto

e tornam bela e verdejante a cena.

 

Tudo brilha e o sorriso é constante

na paisagem que reluz em novo estado.

As cores são mais vivas no instante

em que o sol de novo brilha no molhado.

 

O frescor da renovada correnteza

sacia a fauna que se faz contente.

Da brisa a melodia de beleza

ressoa e faz brotar outra semente.

 Do céu o pranto não traz amargura,

antes um doce alívio e gratidão,

pois é gesto de amor em água pura

e dos Deuses generosa redenção.

 

Bela chuva, como graça cai rompendo

o seco solo com água sagrada.

Ao senti-la em meu rosto enfim entendo

a sensação de ter a alma lavada.

 

Raquel Mendes – Sede Nacional

 ***

 

VIDA…

                                  

Não é tristeza,

É grandeza permanente,

É Natureza, música constante,

Do raiar do dia à semente.

 

É despertar aos cânticos dos sabiás…

Acariciar a paisagem, mesmo sem entendê-la,

Contemplar, no céu noturno,

Avalanches de estrelas.

 

É apreciar os insetos, aparentemente agressores,

Mirar o verde das árvores podadas

Recobertas de flores.

 

Recorda que a vida não te oprime,

Te liberta dos obstáculos do dia,

Te renasce sublime.

 

Vida! …  é luz eterna,

Te conduz em busca de apogeus,

Na presença de Deus.

 

Sueli  Vieira – Sede Nacional

 

 

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 POEMAS  EN ESPAÑOL:

LA VIDA, EL UNO Y EL TRES

Cuando la Aurora despierta la Tierra

Y Apollo ve a sus cabellos aletearse

El cielo y el mar se dicen buenos días

uno al outro y se vienen a abrazarse

En este fugaz instante

Un pacto es celebrado

Urano se doblega humilde

Y Neptuno se eleva encantado

Si alguien observa atento

Desde la ventana o de un mirador

Va a ver una pareja perfecta

Y su hijo, el Horizonte

Y, mientras reina la Luz

Brilla el hijo y sus papás

Sin percibir que los rayos que emiten

No les pertenecen jamás

Pues Cronos, el señor del tiempo

Misterio que desconcierta

Decreta que el día termine

Y ordena: “Nix, despierta!”

Desde la misma ventana que antes

Se veían tres seres en fiesta

Ahora una negra cortina

A los ojos, es todo lo que resta

Pero si la Luna hablara a los hombres

Lo que de por sí ya no cabe

Y si los hombres quisieron para si

Todo lo que Selene sabe

Ella nos enseñaría a nosotros esta milenaria verdad:

“El tres se fusionó en si mismo

El múltiple ahora es unidad

Mañana la Vida prosigue

Y el Uno vuele a ser Trinidad

Alice Andrade – Nueva Acrópolis Recife

 ***

VIDA, VIDA!

 

Vida, querida Vida!

Tiene várias caras,

serpenteantes caminos,

Palabras inaudibles,

Que, en silencio, germinan.

Tu poder es absorbible

Por geométricos canales,

Que emergen de la adversidad…

De la convivencia…

llaves que abren los portales,

Cuerpo de las Leyes, Tu verdad,

Que vela por la unidad

En la intimidad del corazón,

Palacio de la comprensión.

Vida!

La sencillez,

Envergadura de tu belleza,

No se desvanece en la larga lucha:

De liberar del hollín,

Tu origen divina.

En tus ímpetus,

Es soberana, realeza…

Tu sólo añelo:

Trascender “la forma”, el obscuro,

Con fluidez, sin rigidez,

Cadena indómita de la insensatez.

Vida, tu cantas la Vida!

Y quiere estar presente.

Momento a momento,

Tu gloria es hacer:

De lo amargo, sorber la miel,

De la bondad, su advento,

De la alegría, tu carrussel,

Del entusiasmo, tu éxtasis,

Del amor, tu magia,

En el santuario secreto

De todo ser vivente.

Vida, Vida!

Es armonía, es cristalina,

Joya rara de la conciencia!

Alinalde Silva  – Nueva Acropolis Sede Nacional

 

***

PEQUEÑOS SOLES, FUENTE DE VIDA

Somos la pura luz del amor, pequeños soles

Misterio, que a todo armoniza e ilumina.

Grandes madres, somos en la tormenta, el faro.

Firmes fortalezas, la magia que anima.

Somos una porción del divino en el mundo

Insignias de la unidad, en gloria revelada.

Dulces canciones de címbalos del amor profundo

Fuente que engendra vida y no pide nada.

Somos el amanecer, que convoca el elegido,

A renacer, agotando la oscuridad.

Alimentamos la misión oculta en el pecho

Vivificamos nuestra canción ancestral.

¡Canción de la vida que habla de identidad!

Hace brillar los ojos y calentar el corazón

Recordamos al hombre, su oculta verdad.

La melodía sagrada es su misión.

¡Ave, Logo Solar! ¡Origen de la vida!

Misterio oculto. ¡Eres beleza revelada!

Principio sagrado, que a nosotros siempre invita:

A ser fuego divino en tan noble jornada.

Ana Cássia Batista – Nueva Acropolis Anápolis

***

VIDA 

Vida: ¡Te vi desde el cuerpo de aquellos que me encantó!

Y mi amor no se podía mantener…

Y sus cuerpos, antes que yo, se han convertido

En los envases vacíos…

¿Dónde los ha llevado?

Habitabas los cuerpos de personas tan queridas

Y mis sentimientos que, por ellos

Eran los más puros, ¡Vida!

Tan verdaderos…

Yo confiaba en Ti, ¡Oh Vida!

¡Segura de que era Eterna!

Vi su esencia a través de los Velos…

La Taza ya estaba vieja y entumecida

Has tomado prestada para expresar su mensaje y su sentido…

Eterna belleza

En las plantas, las piedras, las flores,

En total, en la naturaleza.

Y, por último, en el hombre, ¡Su creación más noble!

Todos son parte de este escenario y, en algún momento,

Pierden las máscaras que los cubren

¡Y vuelven al misterio que los ha creado!

Nosotros, los hombres, sin embargo, somos eternos insatisfechos

No sabemos lo que queda a nosotros después que nuestra capa nos eres tomada…

¡Cuánto contraste!

La vida, toda entregada a sus hijos,

Ahora puedo ver sin miedo

A todo que me ha mostrado y que me muestras.

¡Me dio la fuerza, me moldaste con fuego en su ardor!

¡Cuánto contraste!

Vi el movimiento de la vida que tanto revela y genera

¡Para habitar los cuerpos de los seres que amaba!

Pero cuando se deja a la primavera,

Sus criaturas divinas salen de sus capullos y se van…

Estoy muy seguro de que la separación es sólo temporal,

Porque en su corriente, todos se reunirán

En el infinito del cielo,

¡Expresión más concreta de la existencia de Dios!

En resumen, parafraseando un verso favorito:

“¡Vida, no me debes nada!

Vida, estamos en Paz”.

 

Andrea Ilha – Nueva Acropolis Asa Sul

 ***

UNA BIENVENIDA A LA VIDA

 

¡Ven! ¡Siéntate! ¡Acomódate!

¡Lléname com tu esencia, com tu Verdad,

hazme recordar  aquella inocencia,

entrégame tu encanto…

Invierte em cada metro, em cada Rincón,

Vívido acento,

en cada paso y en cada momento,

suave y veraz sentimiento.

Visítame!

Haz tu paseo… explora!

Camina por los siete lados!

Ve lo que tengo ahora!

Incítame a la acción,

el ritmo marcado,

equilibrado por el corazón…

Purifícame la conciencia!

Y, cuando esté en el punto más elevado,

Ven y vierta tu Amor y tu Llama,

Llega y, con tu Visión, alúmbrame,

Entra y comparte tu fuerza conmigo!

Acomódate: soy tu hija!

Ven, Vida! Entra y aduéñate de este espacio que por ti existe!

Pero, antes de salir, asegúrame

Que jamás te alejarás de aquí! 

 

Bia Ourives – Filial Lago Sul

 ***

LA LÓGICA DE LA VIDA

 

Siempre he esperado mucho de la vida:

Que me diera una patria, un mar, un suelo,

Que me diera pan, que me cobijara y además

Que me diera amigos, familia, unión.

¿Que más anhelar después de esto atendido?

Que me diera aventuras, conquistas, placer

Que me diera riquezas y poder desmedido,

Que me diera todo esto, sin nada sufrir

Sería feliz, pero algo faltaba

Que me diera la palabra, la vez y la razón,

Que me diera el destino de quien ya caminaba

Que jamás me negase cualquier condición.

Sería demasiado si yo aún lo pidiera

Que me diera un poquito de paz,

¿Que soplara una brisa capaz

de alumbrar mis días vacíos?

Si las mañanas siempre traen el rocío

Hasta la más rara flor del desierto

Seguro que para mí no lo haría al revés

Allí, donde mucho ruido se hacía

Hay un punto de luz solitario

Donde puedo encontrar el silencio, el amor, la poesía.

Que emana calor, llena un abrazo,

Da colores a los gestos, trasmuta la agonía

Que calma la sed y le quita el cansancio

Uno dirá que tal punto no puede existir

Afronta las leyes del tiempo y del espacio

No nace, no muere, no puede partir.

De los sabios es ella la lección preferida:

Alegría serena del simple servir

Así me ha enseñado un maestro de la vida.

Los hechos y los mitos desvelan su faz

Expresan la verdad en ella contenida:

De todo de sí, abandona los disfraces.

Si esto yo lo  hiciera, tan liviano sería

Si para allá de los deseos mi alma cantase

Sublime canción, eterna armonía

 

 

Flavia Fernandes –  Nueva Acropolis Sede Nacional

***

BUSCANDO LA VIDA

El miedo a  la muerte me llevó a buscarte entre las sombras,

y desesperadamente, intentaba retenerte con aflicción.

Como niña ingenua que agarra el agua de las olas
e impotente, la siente escurrirse por entre sus manos…

Pero, ¿cómo aceptar que el Amor pudiera acabar?

¿Cómo no sufrir al acercarme a la oscuridad,

si tantos corazones inocentes te vi abandonar?

Entonces, te busqué entre la más viva naturaleza.

Sonreía a cada salida del sol y lloraba al atardecer.

Aparecías en el capullo que se abre en color y belleza,

Pero lo abandonabas, como a todos, para perecer…

Eras tan efímera en la pureza de un infante

del cuál será robada por los años en un instante,

como un sol que brilla más fuerte antes de desvanecerse.

Oh Vida, ¿por qué al desearte ávidamente, en un ruego constante,

me enviabas al más terrible e indeseado visitante?

El espíritu de la muerte venía siempre a robarme los bellos tesoros,

a arrancarme las máscaras y romperme los velos que tan diligente tejía

Sus huellas quemaban la tierra como el impiedoso invierno.

Pero al ver todo lo que me llevó, un día,

Observé que la muerte nunca había tocado el tesoro interno..

se desarrollaba ante mí un profundo misterio,

Si bien se llevó algo, algo se mantenía.

Y si la muerte sólo tomó lo que no era etéreo,

Era evidente en sus acciones un noble criterio,

Tal vez, sin saberlo, ella me acercó a Ti

Mientras que con sus manos hambrientas, de los apegos me deshacía.

Vislumbrando su sutil intención ya no pude resistir.

Luego, resignada, por fin, la muerte abracé.

Asustada, sentí que las alas de la vida también me envolvían …

Cuando con mano temblorosa su capa oscura retiré,

Vino con sorpresa, la preciosa lección aprendida.

Bajo el velo de la muerte, estaba la cara radiante de la Vida.

Como singular mariposa me alcé, más alta y más fuerte,

Trasmutada por la vida, al abrazar la muerte.

Luciana Mariz –  Nueva Acropolis João Pessoa

***

MAGISTRAS VITA

Vida, ¿qué esperas de mí?

Eres la quimera de las preguntas que no alcanzo,

Mapa de senderos por donde casi siempre me pierdo.

Eres el nudo gordiano que me ata en tu lazo,

Flecha constante donde soy débil y no avanzo.

Vida, ¿qué esperas de mí?

¿Una mirada vaga por la duda que asola,

un paso torpe hacia el abismo que me espera?

¿Una desesperación ante la presión que me degolla,

Un caer en llanto mudo o en oración que libera?

Vida, ¿qué me pides?

No tengo nada, y lo que tengo, se disuelve,

Escenario de arena: ora me apoya, ora me engaña.

Platea ilusoria, aplaude lo que no bailo,

Máscara frágil, que no alcanza ser humana…

Vida, ¿qué me pides?

Poco me queda después de la caída y la tempestad,

Una miga, talvez, de un sueño distante,

que, al azar, huyó por eternidades…

Un grano por detrás de un velo fugaz y agobiante

Vida, ¿qué me enseñas?

Talvez la más ignorante aprendiz,

En mis manos, la misma prueba se repite

Callejeando por plantíos y cosechas tristes,

Ninguna enseñanza a salvar del Lete.

Vida, ¿qué me enseñas?

Si eres Magistras a conducirme…

Te intuyo saga y, tantas veces, eres solo sino… Eres tú

Astrolabio para distancias de las estrellas dirimir?

Pero es gigante el espacio a simple vista.

Vida, ¿para dónde me llevas?

En tu alforja ígnea, yo sigo.

Del camino, veo solo un vislumbre,

Del destino, veo una luz lejana.

Pero tu ruta y tu voz caminan conmigo.

Vida, ¿para dónde me llevas?

Cual puerto esperas, ¿ya ves si estamos llegando?

Sé que tu llevas mi corazón adonde

mi vena y mi visión no alcanzó.

No sé si en olas o en piedras me voy pasando,

Ni sé hasta cuando, pero ya intuyo: la jornada empezó.

Mariana Cerveira – Nueva Acropolis Teresina

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El Corazón encuentra la Vida

 En el reloj, una campanada más -( estou averiguando esta expressão)

Visión de devaneo

Cruza el espacio vacío, distante.

Surges en paseo manso.

Un delicado inclinarse, casi tardío

Y tus ojos a los míos se alinean .

La gentil procesión sigue adelante.

Ve, estoy ardiendo en quietud

Ve, las fronteras se deshacen,

Ve, las Horas bailan libres,

Ignoran el Tiempo,

Los límites no me alcanzan,

El vacío es plenitud,

El momento, eternidad.

El cruento color que cargo es tuyo,

Con él, tiño las curvas del camino,

El mundo entero se anima.

De las charnecas medran flores,

Pero cuando te vayas,

?Aún luciré?

Convoco entonces, nuestro encuentro.

Invoco tu nombre:

!Vida! !Vida! Señora de los Presentes.

No estás ausente,

Te llevo acá, adentro, en  el centro.

Soy todo entregue, jamás inerte.

Y por eso, pulso,

Y por eso, veo,

Y por eso, soy.

Servirte y nada más.

Así, estoy en paz.

Marluce Claudia – Nueva Acropolis Guará

 

 ***

ELOGIO A LA VIDA

Placentera armonía

Suave indiferencia,

Despertar para el presente,

Resurgir a cada día

Flor de Oro,

Sendero Perfecto

¿Por qué desistimos?

¿Nos detenemos ante su brillo?

¿Miedo al dolor?

¿Qué decir del dolor que ahora

Prisionero de los efectos,

Ya habita en nosotros, clavada en el pecho?

¡Oh mente! ¡lanza tus velas!

Naveguemos en el azul, al viento,

¡Rompe la cárcel, las celdas!

¡Encuentra en ti tu aliento!

Permite que el deseo,

incauto, que criaste,

Done su potencia a la libertad

De quienes tu añoras de verdad

Dejad que fluya, la vida avanza,

del universo es la danza

a todo lo mueve, consciente

desde el centro, sin moverse

El sol, por amor, la sintetiza

Se entrega, para arder como canal,

Ventana del espíritu, a todos los mira

Recita tu canto inmortal

Eterno llamado a despertar

Oír el sagrado que somos

La voz, para allá del bramido

El soplo de la ley en silencio

Potencia ígnea, serpiente

Del fuego, semilla

¡Agente, del gran arte

De convertir en Uno lo que yace en la parte!

Yo me elevo, desde mi pequeño yo,

¡y solo así te escucho, en el sagrado, ahora!

Pues solo en el límpido blanco, el misterio tiñe

Los colores de la aurora

Y así se revela, natural

En el sutil matiz del contraste,

algo de la verdad, desde el mar, recordación antigua,

“Te despierta para lo que es:

¡Sublime gota, de la Vida indivisa!”

Rafaela Serôa da Motta – Nueva Acropolis Sede Nacional

***

DEL ALMA LAVADO         

La lluvia que caricia el pasto

Tracen junto nueva vida, y plena.

limpian del aire el viento cálido y gasto

Y vuelven bella y verde la escena.

Todo brilla y la sonrisa es constante

en  la paisaje reluciente en  nuevo estado.

los colores son más vivos en el instante

En el que el sol de nuevo brilla en el mojado

la frescura de la renovada corriente

Sacia la fauna que se hace contente.

de la brisa la melodia de belleza

Resona y hace brotar otra semilla.

Del cielo el llanto no trae amargura

sino um dulce alivio y gratitud

por ser gesto de amor en água pura

Y de los dioses generosa redención.

Bella lluvia, graciosa cae rompiendo

El seco suelo con água sagrada

em sentirla em mi cara entiendo

La sensación de tener el alma lavado.

 

Raquel Mendes – Sede Nacional

***

VIDA…

No es tristeza…
Es grandeza permanente
Es naturaleza. Musica, de las musas hija
Desde lo despertar del día a la semilla
Es despertarse com los cantos de los pajaros
Cariciar la paisaje, mismo sin comprenderla
Contemplar,  el cielo nocturno
Avalancha de estrellas
Es mirar los insectos, aparentemente delincuentes
Disfrutar lo verde de los álboles podados
De nuevo cubiertos de flores fragantes
Recorda que la vida no te oprimes
Libertate de los obstáculos de lo día
Renascete sublime.
Vida! … es luz eterna, Vida!
Te conduce en la búsqueta de apogeos,
En la presencia de Dio

Sueli  Vieira – Nueva Acrópolis Sede Nacional

 

 

 

 

 

 

 

 

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