
Quadro a óleo Flor do Campo, Juliana Limeira
A Organização Internacional Nova Acrópole Brasil Norte realiza, anualmente, um Concurso de Poesias para promover a expressão da Beleza e da Harmonia.
Trazemos as três vencedoras do Concurso de 2018, cujo tema foi Dignidade, e a seguir as poesias participantes, por ordem alfabética de Filial.
Primeiro Lugar: Aline Nascimento Freitas Almeida – Filial Cuiabá
Sonhos de Menina
Quando éramos crianças, tinha sonhos de menina.
Pensava em uma Bela, que ao furar o dedo adormecia.
Acreditava em outra Bela, que no fundo nem mesmo sabia,
Que a Fera por quem se apaixonara, em verdade, era ela.
Imaginava uma Neve Branca de lábios avermelhados,
Que, com 7 companheiros, pela estrada da vida caminhava.
Encantava-me a Pequena, que ignorava se era peixe ou menina,
E entre Mares e Mistérios: um Mundo Novo descobria.
E então, naquela fase complicada da vida,
Sem saber se era realidade ou mentira,
Dediquei-me a entender os meus sonhos de menina.
Que confuso era aquilo que sonhava!
Seria mesmo o fuso, o responsável pelo furo?
Seria a floresta, o pretexto para rever a Fera?
Seria a maçã, o desejo a quem entrego minh’Alma?
Seria a vontade de me tornar uma humana de verdade?
Ah, que difícil entender os sonhos de menina,
Os quais as Fadas contavam-me em forma de história.
Agora, o que me resta é trazê-los à memória,
E assim, reconhecer minha sina.
E quem um dia adormecia,
Agora desperta lentamente.
Vai percebendo em seu sonho
Aquela estrela sempre brilhante.
Fadas ganham nomes, Princesas vestem-se de azul.
Príncipes marcham nobres, corajosos, adiante!
Ou constroem espadas, escudos e pontes.
Bebendo Juventude às margens das fontes.
Não são perfeitos, como antes eu imaginara.
Mas buscam ser Dignos de habitar os castelos.
Na luta diária, creem num mundo mais belo.
Na batalha constante, vencem sua parte ignorante.
Rompem as sombras, à Luz da Verdade.
Mantêm-se firmes no caminho de Justiça e Bondade.
Agora…tão distante e tão perto daquela menina.
Começo a entender seus sinais.
Seus sonhos não eram mentiras,
Eram apenas um aviso da Princesa Adormecida:
Acorde dentro de mim, me dê o tom, som e a magia,
Traga mais cor e Sabedoria aos dias de minha Vida.
Segundo Lugar: Sofia de Oliveira – Filial Cuiabá
Digno Sorriso
Um sorriso que num rosto surge
Inunda um ambiente de luz e amor
E por trás de cada sorriso existe uma história
Que pode ser de alegria, mas também de dor
O sorriso de uma criança sempre é puro e inocente
Pois a criança nada esconde
É o que é
Sem disfarçar o que sente
O jovem ri desmedido
Como se cada momento fosse o mais importante
O amanhã? Não existe
Apenas o aqui e o agora são relevantes
O ancião sorri com serenidade
Com sabedoria encara a vida de frente
Em seu semblante expressa a humildade
De quem soube viver plenamente
Há aqueles que sorriem na felicidade
Outros sorriem exageradamente
Sorrisos que não exigem grande esforço
Vem e vão facilmente
Mas de todos os sorrisos,
O mais belo é o dos dignos
Quando felizes emitem um brilho que irradia
Inspirando os demais a buscarem a mesma alegria
Quando tristes não demonstram por dignidade
E trazem aos demais a mesma serenidade
Assim como as ostras do mar
O homem digno transforma dor em alegria
Através de um sentimento estável e profundo
E revela ao mundo pérolas de sabedoria.
Terceiro Lugar: Raquel Mendes – Sede Nacional
Altivas Guerreiras
Quando mirei a chama enfim,
tal como foi posta diante de mim,
meu peito disparou.
Derramei um pranto que não conhecia.
Suspensa no tempo,
aquela voz rebatia:
“És agora guardiã do sagrado”.
A alma acesa recebia o recado.
Meu destino, forjado em prata,
brilhou na escuridão da noite.
Fez-se ouvir então a serenata
de um hino a revelar
onde era o meu lugar.
Como onda, oscilava a minha mente;
Medos que remontam meu passado.
Ao mergulhar deixei tudo de lado
e da água gélida, cortante,
eis que surgiu
suave calidez em meio ao frio.
Me envolvendo,
mil abraços me acolhendo.
Pondo em prova meu ar resoluto
a dúvida não me cedeu indulto.
Seria eu digna desta senda
que oferece glória e redenção?
Palpitava o coração:
“Não me impeça! Quero ser!”
E a desconfiança, prova dura,
dissipou-se expressando ternura.
De volta ao fogo, luz divina,
ditei aos Deuses minha sina:
Enfrentar os carcereiros
que retém minha energia –
minha vida – em mil rodeios.
Sempre guardo na lembrança
a benção visível em cada mirada.
Refletiam tanta esperança
na minha humilde jornada.
“Como podem?”, perguntei-me.
“Sou pequena demais.
Serei mesmo capaz?”
Lá de dentro uma resposta:
“Me aliei a altivas guerreiras,
vencerei quaisquer barreiras.”
Hoje são minha fortaleza
estas damas cujas vozes ressoam
no mais alto de mim;
Ecoam como nobre clarim.
Minhas bravas companheiras
pilotam as mais belas naus,
geram vida eterna em meio ao caos.
Karla Andrade Costa Lacombe, Filial Águas Claras
As musas vieram!
Depois de longos meses, as musas decidiram me visitar
Trazendo com sua leve presença um perfume róseo no ar.
Sussurraram em meus ouvidos sentimentos, não palavras
E quão difícil foi entender o que elas entoavam!
Me falaram da beleza na dor, de força, autenticidade
E, acima de tudo, insuflaram em meu peito um sopro de bondade.
Não aquele sentimento de homens fracos e oprimidos
Mas a bondade que nos faz capaz de superar abismos.
As musas vieram! E encheram meu coração de esperança
Na história, em mim, na humanidade. Quão doce lembrança!
Uma foto fiel daquilo que no recôndito da alma é verdade
Talvez o primeiro passo a um grande caminho chamado dignidade.
Maria Clara Duarte – Filial Águas Claras
DIGNIDADE
Digna é a flor que expõe as cores ao sol,
E também a que perfuma a noite.
Digno é o cisne ao fender a água, branco farol,
E também quando abraça o horizonte.
Quanta dignidade encontro na pedra do altar,
Mais ainda na que sustenta o templo.
Também em mim, passo a buscar.
Que curva terá sua asa? Que rastro seu movimento?
Como descobrir o que brilha único?
A marca indelével de sua existência?
Em nós nem sempre se vê a verdade,
traço sutil, incolor.
É um brasão interior,
Feito de trabalho justo e sã consciência.
Pois ter no divino, identidade
É encontrar a própria dignidade.
Priscila Pires – Filial Aparecida de Goiânia
Para te reencontrar
Para Luiz Carlos Marques e Ana Cristina Machado
De todos os dilemas, o maior é o te reencontrar,
Como me apresentar com a mais pura vontade e captar de teu peito essa sublime Bondade?
Te vejo tão grande, pareces voar,
E a mim tão pequena, com minhas frágeis certezas,
Me cabe lutar sem deixar de sonhar.
Quando é certo nosso reencontro, me aprumo ,
Tudo será tão breve, mas com a intensidade de todos os mundos,
Ordeno a mente, sei que algo morrerá,
Talvez uma presunção, certamente uma ilusão,
Mas desde o mágico momento, já não serei mais a mesma, serei melhor, retomarei meu rumo.
Quando me elevo a ti
Um novo colorido invade minha vida,
És o símbolo vivo do que sonho para mim:
Fazer belo e cerimonial cada instante de rotina,
E encarar meus dragões sem perder a disciplina.
Quando te encontro em mim,
Uma cortina se abre!
Não há distâncias ou diferenças que nos separe,
Cada palavra dita é só sussurro de minha própria Alma,
Recordo-me sempre disso quando estou em batalha,
Não se trata, enfim, de estar certa ou errada,
Mas de viver e morrer pelo que ecoa da Eternidade.
Por fim, quando permito que hajas em mim,
Sou muito melhor do que poderia imaginar,
Sigo amando e me comprometendo a este mundo mudar,
Sabendo com a mais clara pureza de com quem posso contar!
Já dizia um mestre: “Nos vemos no Cruzeiro do Sul”,
E eu sigo buscando ser coerente,
Para ser digna novamente,
De poder te Reencontrar…
Caroline Pilz Pinnow – Filial Cuiabá
Alma
Tão distante estás, ó amada,
Dotada de grandeza inata
Fonte sublime, fulgor,
Símbolo supremo do amor.
Nada te sobra e nada falta,
Pois te bastas assim…
Tens da beleza o primor,
Guardas a melodia da vida
Cofre de ouro, verdadeiro valor.
Imortal te prostras a espera…
Dos homens que se aventuram ao alto,
Com seus cavalos indomados, alados
Que tendem a terra o retorno.
Insustentáveis caem no sono,
A esquecer da origem divina.
Enquanto a alma, dama de ouro,
Aguarda serena o despertar humano.
Para ti não há raça, credo ou cor,
Desconhece medos, dores e fragilidades…
Meros subterfúgios da personalidade,
Ferramentas de maia, em mundo fugaz.
Dama que faz ponte ao espírito,
Mantém o equilíbrio,
Dois mundos tão desiguais.
Hora liberta, desperta,
Guia do humano coração.
Hora presa em matéria densa,
Acorrentada pela ilusão.
Quando aprisionada, mantém o elo
Conserva consigo a pureza,
Para que ao contemplar do belo,
O homem relembre sua natureza.
Tens o caráter inteligível,
E mesmo em mundo sensível,
Conserva tua parte superior.
E quem quer a tenha percebido,
Reconhecerá sua grande potência,
Que unida a inteligência,
Eleva o homem ao criador.
Ó dama, quão maravilhosa é tua essência,
Quem a encontra jamais esquece,
Não és terrena, nem humana, nem celeste.
Abarcas todas as coisas
As mantém unidas,
Anima os corpos por toda a vida,
E quando estes já não mais servem,
podes enfim se libertar.
Dama, símbolo de sabedoria,
Meu ser em ti refugia,
Colo de mãe, doce lar.
Seguirás para sempre meu guia,
Até o dia em que possa ser digna,
De morar em teu sagrado altar.
Janaina Morais – Filial Cuiabá
Encantos da Vida
Raios de sol,
cintilam no amanhecer.
Retrato do divino,
aos olhos da Dama.
Doce e serena,
desenha um sorriso.
Forjado de dores,
moldado de vitórias,
pleno de amor.
Humilde,
reconhece nos Mestres,
o poder da harmonia
e a pura beleza
da dignidade.
Baila com elegância
na sinfonia da vida.
E navega, silenciosamente,
rumo a Estrela d’ Alva.
Irradia luz,
aos puros de coração.
Retira os véus de Maya,
aceita a vida,
desperta, seu eu interior.
Ser como uma Dama
és sua missão.
Gerar a vida,
semear a beleza,
florescer a felicidade.
Digna de sua Alma Imortal,
vislumbra o voo dos pássaros,
o tremular das folhas,
o nascer do sol.
Cada simples momento,
és fonte de alegria,
no interior da Dama.
Lirismo de contemplação
e serenidade.
Discípula,
marcha com esplendor.
Ecoa no seu canto,
a fortaleza e formosura,
de ser uma Dama.
Ana Paula Santana da Costa – Filial Cuiabá
O caminho da dama
Sejamos damas que caminham rumo a um ideal.
Que saibamos trilhar o caminho que nos cabe,
Semeando flores, cor e amor.
Tenhamos em nosso interior a luz que nos possibilite expandir
O que temos de melhor.
E como um sol, gerar e doar energia
Sendo fonte de vida e harmonia.
E, assim, sempre adiante
Que o coração nos leve até onde devemos chegar
Com um sorriso no rosto e a leveza no olhar.
Flavia Pinto – Filial Fortaleza
A nós, a Dignidade humana!
“Da integridade nasce a dignidade
da dignidade nasce a honra
da honra, o mando
do mando, a liberdade.”
Cipião Imiliano
Eis que o sopro de bóreas me trouxe até o alto da colina
de onde posso observar toda a natureza
todos seus elementos… terra, água, ar e fogo.
Antes mesmo do sol despontar,
na abobada celeste cores vão surgindo
os raios de sol anunciam o que é divino!
E na aurora desse amanhecer, Percebo uma bela imagem.
Dignitá! É seu nome.
Eis que é Bela, sublime!
Gravada em meu coração
Eis que vou forjar Dignitá!
com essa imagem lapidarei a minha personalidade.
Inspirada pelos alquimistas trabalharei incansavelmente
Para transformar o bronze em ouro.
Convocar a Vontade com toda a sua magia!
Controlar os impulsos grosseiros
Elevar as emoções em sentimentos
Eliminar os pensamentos irrelevantes
conjugar e não confrontar
Já não mais vaguear ….Transpor esses muros,
Abrir espaços…. desbravar novos caminhos!
cada dia se renovar
Do alto da colina reconheço a dignidade humana
Sentir e expressar os belos sentimentos
Pensar sobre as Leis da Natureza,
Refletir sobre a Verdade
Se aproximar dos grandes e nobres Ideais!
Eis que vou forjar Dignitá!
Liliane Pereira – Filial Fortaleza
Um Pequeno Voto de Confiança
Que bom te reencontrar, é uma honra tua presença!
Entra, fica à vontade!
Eu te transmito outra vez a direção desta nave,
este veículo ao qual me cabe manejar e conduzir
Mas antes ,se assim me permites fazer, tenho um pedido
Poderias me falar um pouco sobre a dignidade?
E tua resposta ressoa, grave, por este espaço:
A dignidade não é fruto dos teus anseios materiais
Não tem a ver com o passageiro, com tuas ânsias mais banais.
A dignidade exala do Respeito,
Escudo sagrado que abriga teu peito.
É virtude da Alma, é atributo da Unidade,
Selo de ouro das mais nobres aspirações
De toda uma vida.
Talvez a porta de entrada de todos outros dons e, para os vícios, a porta de saída
Ela é fruto da pureza, é atributo dos bons,
Ela é a âncora que permite, em mar revolto, serenidade.
Ela é a força interior dentro das nobres intenções; das grandes metas, a estrada.
É a leveza que inspira os voos da imaginação,
É a beleza, tão desprezada, que se recolhe do chão.
Ela é a áurea Afrodite que te renova em tensos momentos
E é a flor de ouro dos especiais sentimentos,
Profundos, válidos, reais.
É o saber ouvir, calar e viver,
É aprender a mar, é aprender a ver
A natureza em cada ser, harmonizando os diferentes
E equilibrando a intensidade dos semelhantes.
Somente ela gera real fraternidade
Pois preserva quem és, e o que são teus irmãos.
Somente ela é esperança de um mundo renovado,
Do homem valoroso,
Do Ideal sonhado.
O que chamamos de futuro, para ela, é agora.
Ela anima o que sonha e ampara o que chora.
Portanto, querido filho,
Mantém-te forte para merecê-la,
Mantém-te em paz, mas sem passividade
Mantém-te em guerra contra tuas sombras,
E em defesa da humanidade.
Eleva o olhar para buscar sempre mais alto
O ponto onde almejas chegar.
Constrói moradas onde possa habitar
A humana felicidade.
Conquista, mas não apenas para ti,
Mas para sempre ter para dar,
Mas para sempre ser para servir,
Qual nobre servo da veraz Dignidade.
Ana Karla F. N. Loyola – Jardim América
DIGNIDADE
Dignidade! Aporte do estandarte amor
pois que a pura consagração da existência
imanta o código de divino labor
E na delicada tensão entre força e sensibilidade, essência.
Mirar ao centro e transcender
Digna alma da ação
Eis o aspecto primordial de viver
Caminho traçado de evolução
Qual o limiar entre o Ser e Existir?
A Matemática sagrada que integra
o horizonte em devir
e o homem quimera
Viver, e o sonho resplandecer
realidade de uma Alma que sabe sua condição,
e deposita esperanças no dever
digno, é a compreensão
Saber-se inteira e assim partilhar
o promissor verdadeiro
no mundo de forças contrárias, sacralizar
em guarda interior, ao alto do outeiro
Para a vida assim consagrar
Amor deves render
Pois que a divina mestra recorre a ensinar,
o eterno bem viver.
Natalia Pimenta – Filial Natal
Dignidade na trilha
Tu que caminhas ao meu lado
Na terra teu pé firma
Que estejas na noite desperto
E que guarde o caminho em vigília
Na noite dos tempos em que vivemos
Sopram fortes ventanias
E que não sejam teus passos, ó discípulo
Os que se esquecem da trilha
Se tropeçardes, continua
Se caíres, levanta
Se te sentires sozinho, aproxima
Mirando acima e abaixo
E vendo a corrente que te guia
Percebas que à medida que caminhas
Te tornas mais resistente
Não por ti, jamais se esqueça
Mas pelos que de ti dependem
Aprende a gerar e dar
Neste misterioso caminhar
Não somente o que ofertas em mãos
Mas o que nega e resiste em transmutar
Aprende também a se encarar de frente
E assume as responsabilidades
E quando quiser erguer ingratas palavras
Silencia e atua no que te cabe
Aprende a sonhar alto
Mas não se perca em fantasias
Se houver algum brilho e grandeza entre nós
É da estrela que nos guia
Que teus passos sejam sólidos
E os dê aos poucos, mas por inteiro
E mesmo que queiras correr
Garantas antes que sejam verdadeiros
O que aprendes entrega rápido
Lembrando que esta saga se partilha
E decifra as lições que chegam do alto
Para que diante dos outros não esteja a alma vazia
Deseja, acima de tudo, servir
Veja ao redor a dor humana
Por onde andas és peregrino
Por onde andas és também esperança
Que essa dor te guie
E não te faças descansar
Que ela te acorde nos dias sonolentos
E te ponhas a postos a trabalhar
Desejo, ó discípulo
Que a se entregar não temas
E aprendas a ser digno continuamente
Te teres guia, filhos e uma chama acesa.
Lívia Ataíde Lima – Filial Rio Verde
DIGNIDADE E INTEGRIDADE
Quantas vezes a alma partida
Trouxe na memória os sonhos de outrora
Franca vontade de voltar ser inteira
Vencer o vazio de suas metades
Resgatando as partes, o destino apraz
Verdadeira busca, traz integridade
E um sopro divino anuncia a paz.
Nas noites de alento que trazem respostas
Do céu emanavam verazes vozes
Apontando as estrelas tão ternas, distantes
Na senda a justiça e a necessidade
Traçou uma linha, prateada tão bela:
Atravessando as sombras nos sentiremos inteiras
Se amparo formos à Humanidade!
O espelho da vida que reflete as verdades
Retornando pra terra tão pura bondade
Mãe conselheira és tão firme entrega
Empresta-me tuas mãos pra construir minhas bases
Com mais força, nobreza e maturidade
Terei coragem pra ser quem eu gostaria ser.
Vi a vontade e seu aroma sóbrio
Dos corajosos que insistem em saber quem são
Ousei lutar contra inimigos invisíveis
Que diluíram a bondade na desilusão
Velha luta travada diariamente
Quem sabe o despertar da intuição?
Me faz firme e convicta na mente
Rompendo a resistência na ação.
Se o talhe do diamante faz o brilho
E no silêncio da dor nasce a dignidade
Para amparar o pranto, me comprometo
Quanto mais pesada estiver a senda
Mais tentarei aliviar o seu peso
E se o destino assim o permitir
Quanta carga inútil eu puder diluir,
Poucas bagagens para atravessar o tempo
Apenas um sorriso estável, discreto
Ser cada dia mais leve e profunda
Para lutar contra inimigos do futuro ou do passado
Invisíveis, pequenos ou disfarçados.
Creio que felicidade é dignidade
E aprender a viver é como fazer poesia
Encaixar as palavras soltas no tempo
Entoar uma bela melodia
Destas que tornam suave a vida,
Se dançamos no ritmo que ela tocar
Tendo os pés firmes e as mãos serenas
Ao romper do vento suspirar!
Sutilmente na trilha nos reposicionamos
Tomando impulso tocando na terra
Pra levemente voltar a voar.
Jennyfer Arantes Silveira – Filial Rio Verde
Semente da dignidade
Ó vida, como tenho que lhe agradecer
Numa bela noite estrelada pedi respostas
Para as tantas perguntas que cercavam-me.
Não me trouxeste só respostas,
Me trouxestes todas as estrelas
Sonhos tão azuis
Que não limitam-se pelas barreiras.
Me destes o machado de duplo fio,
Agora posso levar para fora
Tudo o que de dentro se eduziu.
O caminho é individual,
Mas nunca se caminha sozinho
Há sempre alguém ao nosso lado
Nos mostrando o melhor caminho.
Vida, me mostraste o valor da bondade
Que a dor não é sofrimento
Somos filhos da eternidade,
Cada passo é uma oportunidade
Para um profundo crescimento.
Vida, tu não és mais a mesma
Apesar de não ter mudado nada
Está mais profunda e verdadeira.
O sagrado tens desvelado
Um pouco dos tantos mistérios existentes.
Tem despertado-me
O fogo duradouro do entusiasmo
Que busca a juventude de ouro
Soando por todos os lados
A força do nosso clarim!
Ó vida, com todas essas dádivas
Brota em meu coração aprendiz
A semente da dignidade
Que quer ser a cada dia melhor,
Que quer doar, que quer florir.
Estou buscando meu verdadeiro nome
Pois, o que mais me cabe?
Se não meu eu discípulo construir?
Ser Dama!
Na esperança da íntegra dignidade
Em poder a vida sempre servir.
Enila Nascimento Freitas – Sede Nacional
Ao encontro da Luz
“O que busco com minha lanterna é o homem integral,
aquele que busca o alimento de sua alma, a Deus.”
Maria Angeles Fernandez
Após meio século buscando,
Encontrei uma lanterna,
Que me mostrou um outro mundo,
Novo, fora da caverna.
Sua primeira face desvendava o Universo:
Fórmulas, leis, conhecimento submerso,
Poderosa lente mostrando verdades,
Origem, caminho e destino de Humanidades.
A segunda face focava apenas a beleza:
Despertava minh’alma com sutileza,
Realçando a sinergia de palavras, formas e tons,
A harmonia de movimentos, ritmos e sons.
Outra face me aproximava das pessoas:
De seu passado, suas vidas, escolhas.
Quanto mais convivia, dando a cada um o que lhe convinha,
Mais aprendia, tornando sua experiência a minha.
A quarta face era um espelho me iluminando por dentro:
Meus medos, defeitos, dons divinos, meu Centro,
E quanto mais iluminava, mais Bondade irradiava,
Mais o céu me deslumbrava.
O mais fascinante da lanterna:
Possuía uma energia interna
Que a fazia girar persistentemente,
E mostrar relações antes dormentes.
Dez anos depois, ao sair em viagem,
Incluí a lamparina na bagagem,
Com mente e emoções alertas,
Desfrutei novas descobertas:
Pitaia, fruta nova na Ceia de Natal,
O convívio do novo com o tradicional.
Novo arranjo em antiga melodia,
Tempo eternizado com a força da harmonia.
Momento em família difícil, de dor,
Transformado em riso, pelas mãos do amor.
Encontro com a Esfinge ao mirar o nascente,
A força da magia elevando minha mente.
Um novo Ano agora se anuncia:
A Dignidade como meu guia,
Descubro, com as palavras da Mestra,
Ser essa Virtude a alma da Lanterna,
Que agora hei de compartilhar,
Sua luz não há de se apagar.
Raquel Ilha – Sede Nacional
Dignidade
Aprender com os erros do passado
Estar no momento presente
Buscar formar novos hábitos
Ser coerente e mais consciente
Importar-se com os outros e menos consigo
Ajudar sem nada esperar em troca
Fazer aquilo que nos cabe no dia a dia
Cultivar a verdadeira solidão
Saber estar no mundo sem contaminação
Manter intacto seu escudo de proteção
Purificar-se diariamente e subir um degrau
Sonhar mais alto e saber ser um canal
Acrópole está dentro de cada um de nós
Ser digno é saber escutar essa voz
Vamos juntos nessa caminhada em busca do Ideal
Plasmar a ideia da Afrodite de ouro como nosso mestre JAL!
Maria de Jesus Sousa – Sede Nacional
Em Busca da Dignidade
A vida mundana
Encanta mas engana,
Foge do real
Afasta do Ideal.
São prazeres passageiros
Que não preenchem a Alma,
Pensamentos ligeiros
que nos roubam a calma.
Numa luta constante,
Sinto por um instante
Meu coração pulsar,
E o sagrado roçar.
Quero ser digna de seguir
Essa trilha do Ideal,
E com a chama prosseguir
Para um mundo mais real.
Alinalde Lima – Sede Nacional
O SONHO DO COLIBRI
Um belo Colibri contou um sonho para o seu amigo sobre uma longa viagem que fizera através das estações, e assim descreveu:
No verão, a chuva e o vento
Devastam os campos, revolvem os mares e rios,
Enquanto as areias no deserto se movem sem tempo.
Depois, a Centelha se faz visível,
Refina o ar, refaz os caminhos.
No outono, o seio da Mãe Terra
Elabora os resíduos na reconstrução
Pois sabe que a generosa entrega
É o Poder da transformação.
No inverno, o recolhimento é certo.
“Descanso sereno” da Força em espera.
Reflete sob a neve, dizendo:
“Estou dormindo, mas estou desperta”.
Quando a primavera acordou…
A Natureza em festa renasceu, renovou…
Um novo ciclo, um novo encanto
Novas flores, novos frutos,
No “templo” terreno “sacrossanto”.
E eu, muito feliz, me aproximei da mais Bela Flor, quando ouvi um velho sábio dizendo:
“Salve Dignidade! Força, Poder, Centelha…
Faísca divina do coração Humano,
Te mantiveste acesa sem trégua,
Por todas as estações do ano.”
O amigo perguntou:
E da Bela Flor, o que fizeste?
Surpreso eu descobri: era a Centelha do início, transmutada em Flor nas mãos do Mestre.
Maria de Jesus Sousa – Sede Nacional
Simplicidade com Dignidade
Você passa todo dia
Em busca de algo para recolher,
Um jeito manso, arredia,
Mexe muito com o meu ser.
Na batalha do dia a dia,
Buscando sobreviver,
Lança um sorriso de alegria,
Logo quando ela me ver.
Ofereço água, pão e café,
Conversa rápida para aliviar,
Segue seu rumo à pé,
Com seu carrinho a empurrar.
É a dignidade na simplicidade
De sentir-se útil e trabalhar,
Em casa mata a saudade
De netos e filhos ao chegar.
Leonora Alves – Filial Setor Universitário
ANO DA DIGNIDADE
No ano da dignidade
O que esperar?
Eu direi: – Nada ou tudo!
Esperar no sentido de espera, – nada.
Espera gera egoísmo.
Esperar no sentido de esperançar, – tudo.
Esperançar nos torna fortes e dignos.
Esperançar no ano da dignidade,
É lutar com integridade
Horando os Mestres com hombridade.
Nesse ano da dignidade
Ofereço-me
Ao trabalho virtuoso
Com respeito e excelência
Na busca da minha essência.
Ana Karoline Correia Mota – Filial Universitário
Digna, pura e reluzente
Hoje, aqui presente
Entrego meu Amor, que por vezes incosciente
Pôs-se a despertar pequenos entes
Hoje, aqui presente
Entrego minha Alma, que por vezes descendente
Pôs-se a habitar alturas, incrivelmente!
Hoje, aqui presente
Entrego minha Paz, que por vezes distantemente
Pôs-se a purificar minha mente
Hoje, aqui presente
Entrego minha Vontade, que por vezes inconsequente
Pôs-se a aplicar verdadeiramente
Hoje, aqui presente
Entrego meu Coração, que por vezes ausente
Pôs-se a trabalhar por uma ação consciente
Hoje, aqui presente
Entrego meu Ser, que por vezes transparente
Pôs-se a vibrar dignamente
Hoje, aqui presente
Entrego meu Nome, que por vezes ocultamente
Pôs-se a chamar ativamente:
Ana! Faz de ti a flor de lótus ascendente!
Digna, pura e reluzente.
Maria Lúcia Lopes Bezerra – Goiânia Setor Universitário
Honra e Dignidade
Em alto e translúcido deserto,
Uma lágrima corre.
Face flamejante, Alma inquieta,
_ Deus que lugar é este?
Teu próprio deserto, templo de tua Alma.
Desvendai teus olhos!
Desnudo-me dos véus, contemplo a celeste luz,
Sigo então o caminho
Sinto o tudo e o nada
Faces de uma mesma essência.
Ainda no deserto de minha Alma,
Ecoa a lira mágica, em sons suaves e imaculados,
Ouço então a voz do mistério, Divino mistério!
Eis que o tudo e o nada se plasmam em mim.
A voz segue dizendo:
Caminhe sobre as areias celestiais,
Contempla tua Alma,
Encontre teu centro,
Aprendais que és um Ser em construção
Levante tuas colunas de Honra e Dignidade!
Andressa Fernanda Pereira Rodrigues – Filial: Universitário.
Minha conhecida
Existe um lugar onde tudo está,
Tudo é e sempre será!
Um lugar onde reencontro
Uma velha conhecida.
Em meio às turbulências das águas rasas,
Eu lhe perco de vista.
Busco então na profundeza do mar celeste
A calma, a paciência, o Centro
Que me trás novamente a dignidade de dentro.
E de lá posso ver com sobriedade,
O que há tempos buscava.
Reencontro então, minha Alma,
Velha conhecida.
Ao vislumbrar sua chegada,
Iluminou meu coração com devoção!
Faço da investigação o serviço,
Trilhando o caminho do discípulo.
Tão bela, doce, pura.
Plena lá ela estava!
Mais uma vez então nos reencontramos.
Minha velha conhecida.
Adelita M. R. de Paula – Filial Universitário
EM BUSCA DA DIGNIDADE
Dignidade, como busco-te!
Passeias em meus sonhos
E em velozes momentos
Posso ver-te a me rondar
Às vezes ouço teus passos
Então, me movo rápido, veloz
Avisto-te tão bela! Tão forte!
E como um cavalo alado parte a voar
Sei que contigo estarei plena
Sei que Minh ‘alma quer o horizonte alcançar
Por isso continuo na busca
Perseverança e constância, vou te conquistar
Arde em mim fagulhas de ti
Chispas de um destino que nascerá
Preparar-me ei para receber-te
Pois contigo, quero para sempre estar.
Mariana Melo, Filial Universitário
Em Busca da Dignidade
Deus, me fizeste humana
Para a ti me assemelhar, asas me deste.
Mas enamorada deste solo que acolhe,
Fiz da terra minhas vestes.
E aceitei a máscara que engana.
Quero ser digna de vosso dom, oh divindade.
Em meu peito habita tua marca,
E se hoje minha ação, a tua glória, não abarca,
Porquanto ainda me perco em vaidade,
Amanhã quero abraçar esta oportunidade.
De escolher, dentre os caminhos,
Aquele de maior dignidade.
Despir-me do manto empoeirado,
E alçar voo sobre o oceano da existência.
E enfim, iniciar a grande aventura que é a Vida.
Inspirada, não pela sede terrestre que me anima,
Mas pela nobreza que aprendi em vosso ninho.
E retribuir, qual alquimia ígnea,
E guiada pela invicta estrela acima,
De tua divina chama, quero ser digna.
Ana Karoline Correia Mota – Filial Universitário
Gloriosa Saga
Tu, que fizeste de teu corpo somente um veículo,
Que se esforçaste até a última gota de suor,
Que com toda as adversidades vividas,
Se mantiveste de pé, na linha de frente.
Tu, que fizeste de teu sangue tua tinta,
Que colocaste toda tua energia,
Que por noites mal dormidas,
Se mantiveste de pé, iluminando as noites frias.
Tu, que fizeste de teus sentimentos tua certeza,
Que por amor a vida de cada Ser,
Que por ação por dever,
Se mantiveste de pé, alimentando sonhos.
Tu, que fizeste de tua mente a razão consciente,
Que tocaste o clarim,
Que, por viver o ato de escrever a história,
Se mantiveste firme ao teu ideal.
Tu, que fizeste de teu espírito teu lar
Que, por amar as ideais pôs-te a caminhar,
Que, por selar este pacto,
Se mantiveste firme ao propagar.
Tu, que me despertastes de um sono profundo,
Hoje eu vejo consciente,
E para Ti, confesso
Foi por seguir teus passos, que cresci.
Por tudo que há de mais sagrado, desejo,
Se é, que algo posso desejar!
Ofereço-lhe em segredo,
Uma oração sem apego.
Que eu seja digna! Oh, Mestre!
Que eu seja digna! Oh, Deuses!
Que eu seja digna! Oh, Mistério!
De levar esta Saga até ao fim.
Lana Cristina Dias Oliveira – Filial Universitário
Quero SER
Tanto quero ser, que estou aqui
Tanto mais que retiro o que é si.
Quero conhecer todos meus afins
E buscar dignidade em mim.
Medir, pesar e fazer-me capaz
De conduzir uma vida veraz.
Das nobres damas me aproximar
Para em exemplos me inspirar.
Aprender dia a dia a me doar
Tanto quero ser… posso confiar.
Assim com dignidade crescer
E tal como uma dama florescer
Ser parte, ser gota, muito revela:
Poder fazer é o que leva vida
Ilumina com vela pequenina
Aquece, dignifica, eleva.
Enxergo que o fruto não é só meu
E acolho o que Laquesis teceu
Limoeiro não conta seus limões
Dama, eterniza e se dispõe.
Leonora Alves – Filial Setor Universitário
SENHORA DIGNIDADE
Busco nas musas uma inspiração
Quero elevar-me à estatura da perfeição
Contudo, sei que isso exige tempo.
Reconheço a minha imperfeição.
Na imperfeição da minha vida
Reconheço o caminho e minha lida
Porém, o meu caminhar tem ritmo e tempo.
Encontro nas musas, um sentido de vida.
Nesse sentido de vida, entrego-me à Divindade.
Dentro do que sou e do que quero eis a deidade.
Na certeza do caminho, percebo a ilusão do tempo.
O tempo ilusório rouba-me de mim,
No que tenho no que sou… Sou assim:
– Uma discípula, na busca da Dignidade.
Leonora Alves – Filial Setor Universitário
VIDA COM DIGNIDADE
A vida é uma obra de arte
O artista precisa habilidade.
Esculpir a personalidade
Lapidar as arestas de toda parte.
O artista é tinhoso
Sabe que a vida é expressão
Quer expressá-la em sua ação.
Procura ser habilidoso.
Com sabedoria e coração
Numa cadeia discipular
Obediência é a sua libertação
Na sua construção, romper com a personalidade.
É colocar bondade e sensibilidade em ação.
Assim, a vida floresce com muita dignidade.
Nayara – Filial Universitário
Vivendo etapas de DIGNIDADE
BUSCAR a dignidade é colocar-se em movimento
Sair de águas rasas, barulhentas de curso lento
Para o mais profundo e certo pensamento
De que para tudo há seu tempo e momento
Para CONQUISTAR a dignidade, é preciso desvelar dentro de si verdade
Caminhar firme na adequada velocidade
Não querer triunfos e ser sereno diante da ansiedade
Querer viagem sublime mesmo com toda simplicidade
Logo mais então, VIVER a dignidade é dominar a si mesmo com coerência
É se alinhar no caminho discipular com toda paciência
É decidir internamente por uma disciplina que mostre a essência
É perceber que nossa construção e força vem de cada vivência
Para assim MANTER a dignidade com esforço interno de nobreza
Tendo consciência ativa com sobriedade e leveza
Que é a escolha certa, de batalhas com ataque e defesa
Na busca, na conquista, no viver e no manter
Desperte a cada novo dia em seu Ser
Profundidade, verdade, coerência e nobreza
Sendo forte e firme de que este é o melhor caminho, com toda certeza!
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